08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Reality: Overdose de mau gosto


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Se algum dia existiu alguém que com perfeita sabedoria soube definir em poucas palavras o que é a televisão, com certeza, essa pessoa foi o inesquecível Stanislaw Ponte Preta, brilhantíssima sacada do saudoso jornalista Sérgio Porto.

Para Lalau, o dileto sobrinho da tia Zulmira, a tevê era (e é até hoje) uma “máquina de fazer doidos”, e o diferencial entre as duas épocas, as décadas de 60 e 70 e a atualidade, é que naqueles bons e saudosos tempos, em que se faziam os programas ao vivo e na cara e coragem, ainda não havia se manifestado o vírus influenza reality, uma praga cuja disseminação por todas (ou quase todas) as emssoras, foi catastrófica. Graças a essa epidemia de cara de pau e mau gosto, nós, pobres consumidores da tevê aberta brasileira, já tivemos que engolir Casa dos artistas,

No Limite, Big Brother Brasil, Jogo duro, Troca de família, A fazenda, O aprendiz, Simple life e outras besteiras que as sumidades da “inteligência” televisiva elegeram como atrações de alto nível, da altura aliás do intelecto deles. Pelo amor de Deus, chega de reality show, a tevê brasileira, celeiro onde grandes atores, atrizes, diretores e roteiristas sempre deram o melhor de si, não pode e nem deve ficar refém de uma fórmula arcaica, obsoleta, ridícula e desgastada, que não acrescenta rigorosamente nada de novo no vídeo, um contrasenso até, se levarmos em conta que a mídia eletrônica deve ser sempre ágil, esperta e rápida, renovando-se sempre para manter o séquito de telespectadores.

Marcos Vieira da Silva, Jornalista - Iacanga