Brasília - Quem se sentir prejudicado pelos serviços de atendimento dos call centers poderá, a partir de hoje, relatar suas queixas pela internet diretamente ao Ministério da Justiça, órgão responsável por regulamentar no País o serviço de atendimento ao consumidor.
Um link que ficará instalado na página inicial do site do órgão (www.mj.gov.br) vai permitir ao cidadão descrever o tipo da conduta irregular cometida pelas empresas durante o atendimento, como ligação interrompida, gravada, transferida excessivamente ou demora de mais de um minuto para ser atendido. Haverá opção ainda de fazer elogios, caso o atendimento tenha sido exemplar.
O consumidor precisará cadastrar seus dados pessoais e repassar inclusive o número de protocolo do atendimento que motiva a reclamação. E responderá um questionário intitulado “SAC - Como foi o seu atendimento?’’.
As informações repassadas pelos clientes serão reservadas e têm o objetivo de ajudar a SDE (Secretaria de Direito Econômico) a monitorar o funcionamento dos call centers e, eventualmente, adotar medidas contra as empresas. As reclamações, contudo, não serão analisadas individualmente, como ocorre nos Procons. “Esse sistema funcionará como um termômetro para entendermos o que está ocorrendo e, a partir daí, tomarmos providências”, afirmou Mariana Tavares, responsável pela SDE. Segundo ela, o objetivo do novo instrumento não é aplicar multas em “ninguém”, mas adequar o trabalho das empresas ao decreto, que o governo modificou, tornando-o mais rígido, no final do ano passado.
Os setores de telefonia e de cartões de crédito são os campeões de reclamações. Segundo ranking de pessoas que buscaram os Procons de 23 Estados e do Distrito Federal, 57% das queixas dizem respeito ao segmento de telefonia, enquanto 18% são provenientes de clientes das empresas de cartões de crédito.