11 de julho de 2026
Internacional

Ahmadinejad poderá ter problemas para aprovar novo gabinete iraniano

Folhapress
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Teerã - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, terá de enfrentar uma dura batalha para obter o aval do Parlamento ao novo gabinete, depois que os deputados sinalizaram querer rejeitar alguns dos nomes propostos.

“As pessoas nomeadas pelo presidente para cargos no governo têm de possuir conhecimento e experiência suficientes, do contrário muita energia do país seria desperdiçada”, disse ontem o presidente do Parlamento, Ali Larijani, segundo a TV estatal Irib. “O ministério não é um lugar para um aprendizado, mas requer experiência. Ser homem ou mulher, jovem ou de meia idade, é somente uma questão de aparência”, completou.

O vice-presidente da Casa, Mohammad Reza Bahonar, um conservador pragmático que já criticou Ahmadinejad antes, indicou que até cinco dos 21 nomes do gabinete correm o risco de serem rejeitados. Ele não mencionou quais seriam. Já o deputado Hossien Ali Shahriari afirmou que seis candidatos não deverão “obter confiança”, segundo o site do Parlamento.

O resultado da votação será um teste para Ahmadinejad, após a controversa reeleição em junho passado, que desencadeou os piores distúrbios no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979 e expôs as divisões na elite governante. Pelo menos 26 pessoas foram mortas durante os protestos de rua no país, segundo dados do governo.

O campo conservador, maioria no Parlamento, já havia pedido a Ahmadinejad que, na sua escolha, privilegiasse a competência dos indicados mais do que sua fidelidade ao presidente. No entanto, vários dos 21 indicados tiveram, bem como Ahmadinejad, passagens na Guarda Revolucionária.

Um exemplo de controvérsia é o atual ministro do Comércio, Massoud Mirkazemi, indicado à pasta do Petróleo. Ele é tido como uma aliado de Ahmadinejad com pouco conhecimento a respeito da indústria petrolífera.

Há expectativas também em relação às três mulheres indicadas por Ahmadinejad. Se uma delas for aprovada, será a primeira vez que a República Islâmica do Irá terá uma ministra mulher.