09 de julho de 2026
Nacional

STJ nega pedido de liberdade para médico acusado de estupro

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O ministro Felix Fisher, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou na noite de ontem o pedido de liberdade ao médico Roger Abdelmassih, acusado de atentado violento ao pudor e estupro contra ex-pacientes. Ele está preso desde a última segunda e nega as acusações. A Corte não divulgou detalhes sobre a decisão. Na quarta-feira, o desembargador José Raul Gavião de Almeida, da 6.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, negou liberdade ao médico. A reportagem ainda não conseguiu contato com os advogados de Abdelmassih para comentar a decisão.

Também na quarta-feira, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) decidiu suspender o registro de Abdelmassih. Com a decisão, está proibido de exercer a medicina até que seu caso seja julgado pelos médicos conselheiros do Cremesp. O julgamento precisa ocorrer em até seis meses.

Para o advogado José Luís Oliveira Lima, a prisão do médico é ilegal. “Essa prisão não se justifica porque o dr. Roger é (réu) primário, permaneceu em liberdade durante todo o inquérito, se colocou à disposição da Justiça, tem residência fixa, continuava trabalhando normalmente (...). Então qual é o motivo da prisão, em um país onde a liberdade é a regra?”, questionou o advogado na última segunda, após a prisão do médico. Abdelmassih permanece no 40.º DP (Vila Santa Maria), na zona norte de São Paulo, que possui carceragem para presos com nível superior.

O médico foi denunciado (acusado formalmente) pela Promotoria na última quinta-feira sob acusação de 56 estupros. A denúncia foi feita com base em legislação que passou a vigorar no último dia 7, segundo a qual o antigo “ato libidinoso” passa a ser considerado como “estupro”. Pela legislação anterior, seriam 53 atentados violentos ao pudor (atos libidinosos) e três estupros (quando há conjunção carnal).

Em geral, as mulheres o acusam de tentar beijá-las ou acariciá-las quando estavam sozinhas - sem o marido ou a enfermeira presente. Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação.