09 de julho de 2026
Regional

Previsão do tempo reduz prejuízos e evita catastrófes

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Quem não gostaria de saber se o sol vai aparecer naquele dia que está programado para ir à praia. Ou, se vai chover no dia da festa marcada com meses de antecedência. Com certeza, muita gente. Mas a previsão do tempo não serve apenas para ditar que dia vou ter que usar a sombrinha ou determinada peça do guarda roupa. Hoje, ela é uma ferramenta estratégica de empresas de todos os segmentos.

Na agricultura ela determina o momento certo para a preparação da terra, plantio, colheita e prevenção de perdas. Nas usinas, ela é o ‘start’ para colocar em prática uma programação que regule os reservatórios de água e garanta a geração de energia elétrica o ano todo. Quando a previsão do tempo é sinônimo de tempestade, a informação é importante para garantir pessoas e patrimônio.

Na CPFL paulista, uma das principais distribuidoras de energia elétrica do Estado de São Paulo, a previsão pode ser traduzida em preparo, segundo o gerente do centro de operações, Wilson Gonçalves Aguiar. “Preparamos o pessoal e os materiais para restabelecer os serviços. Em situações como essa, a demanda é muito grande.”

Excesso de chuva, granizo, geada ou estiagem prolongada são situações que não interessam aos agricultores e podem significar perdas monetárias e mais uma vez, a previsão do tempo é imprescindível. Para os canavieiros, muita chuva é sinal de ganho de peso e baixo teor de açúcar para a cana.

O aparato tecnológico, cada vez mais preciso auxilia na busca pela antecipação de situações, já que por conta das mudanças climáticas, os dados históricos não estão se confirmando.

A opinião é do gerente do suporte técnico do centro de operação da Duke Energy, uma geradora de energia do rio Paranapanema, Sérgio Taidi Fakaguchi.

“O período de chuvas nessa região do Estado ia de novembro a abril, de maio a outubro era seca. As variações climáticas alteraram abruptamente tudo isso. A gente sabia que a cada sete anos tinha um período muito forte de chuva. Hoje não podemos usar esse dado como referência. No mês de julho de 2009, por exemplo, choveu a quantidade prevista para janeiro e fevereiro que era considerado de chuva. Foi totalmente atípico e nós recebemos esse volume de água inesperado.”

Para se ter uma idéia, o gerente diz que as chuvas de julho tomaram 88% dos reservatórios. “Nesse período, os reservatórios deveriam estar ocupados até 50% e no entanto, estão praticamente cheios.”