No último dia 17 desse mês, meu marido e eu procuramos atendimento na Unidade Básica de Saúde do Bela Vista, encaminhados pela maternidade St. Izabel, para realizar o teste do pezinho em nossa filha recém-nascida.
Comparecemos no dia e na hora agendada e com grande apreensão, sabendo dos riscos de expor nosso bebê a um local destinado a atendimento de crianças doentes, principalmente por causa da nova gripe. Mas pensávamos que o sistema público de saúde nos atenderia com rapidez, afinal nos é diariamente informado que o Estado está preparado para lidar com essa situação de pandemia.
Para nossa decepção e especialmente preocupação, esperamos por 1 hora para passar por uma triagem e ainda mais 40 minutos até a chamada para a realização do teste do pezinho, e quero ressaltar que éramos os primeiros da fila de espera e que muitos pais na mesma situação acabaram por desistir do atendimento, por motivos totalmente justificáveis. Saímos de lá indignados e tristes com tamanho descaso e com a falta de preocupação com a qual o Estado trata seus filhos recém-nascidos.
Quando pensávamos estar aliviados, fomos encaminhados novamente para essa Unidade Básica de Saúde, a fim de realizar a primeira vacina em nossa filha. Mais uma vez saímos decepcionados, pois não fomos atendidos, mesmo sendo os únicos naquele dia e horário a solicitar o serviço. Uma enfermeira do posto de vacinação nos informou que a vacina BCG só é aplicada às quartas-feiras e aquele dia era uma terça-feira, e ainda acrescentou uma lista de outros postos de outros bairros, bem distantes de nossa residência, que poderiam nos atender.
È assim que estamos preparados para lidar com uma pandemia? Expondo nossos bebês recém-nascidos a uma situação considerada de risco? Se dependermos das providências da Saúde Pública morreremos gripados.
Daniella C.s. Moretto