É lamentável ver uma cidade como Bauru, que é um pólo de universidades, consequentemente ligada aos avanços intelectuais que estas podem oferecer, se render a um estúpido espetáculo tão retrógrado quanto os antigos circos romanos.Não há muita diferença, em ambos temos homens desafiando e desrespeitando gratuitamente os animais de forma física e psicológica. O principal argumento é que isto faz parte da nossa cultura, Mas é preciso fazer juz ao título de seres inteligentes que somos e termos discernimento entre cultura e diversão apoiada em crueldade.
O homem, por estar em constante evolução moral, deve entender que hábitos que agridem outros seres como este, ainda que seja chamado de cultura, precisam ser deixado pra trás. Esta "cultura" não pode coexistir com a vontade do ser humano de viver num mundo de mais amor e menos violência. Um mundo melhor começa com o respeito ao seu próximo, seja ele quem for. Respeito com animais está bem longe de existir nesta prática tão primitiva. Precisamos pensar se é este o tipo de cultura que queremos perpetuar.
Então, os defensores do rodeio se apóiam em outro argumento mais absurdo ainda, dizendo que o cedém não machuca e que o touro e o boi pulam naturalmente por ser bravo. O termo natural neste meio é o mais preocupante, pois tudo que agride de alguma forma o comportamento de um ser vivo, neste caso os touros e bois, não pode ser chamado de natural. Ou você já passou por um pasto e viu bois pulando naturalmente? Realmente triste ver o retrocesso de uma cidade que já havia abolido esta prática e o estagnamento moral do povo bauruense que realizou,apoiou e os que aplaudiram da arquibancada este circo de horrores.
Eveline Jacob