09 de julho de 2026
Bairros

Baixa prestação e benefícios facilitam a vida do comprador

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Até pouco tempo, a posse da casa própria para uma família que tinha renda de até três salários mínimos era um sonho muito distante. Mas essa realidade está mudando com novos programas de financiamento como o “Minha Casa, Minha Vida”, no qual as parcelas comprometem apenas 10% da renda total do comprador.

Subsídios de até R$ 17 mil para a compra de um imóvel no valor máximo de R$ 80 mil também encurtaram a distância entre o sonho e a realidade. Somente em Bauru, 1.300 famílias serão beneficiadas pelo programa de moradias para quem tem baixa renda. O número de imóveis financiados no total deve ser ainda maior, pois estima-se que até o final do ano 3 mil contratos sejam assinados.

No início deste ano, Olair Ribeiro Filho, gerente regional de construção civil da Caixa, tinha a expectativa de que somente em Bauru a Caixa assinasse cerca de mil contratos de financiamento pelos programas disponíveis na época. Com a chegada do “Minha Casa, Minha Vida”, o número de contratos assinados deve triplicar.

O superintendente regional da Caixa em Bauru, José Paulo Gomes de Amorim, ainda explica que as casas serão entregues aos proprietários pela Caixa em plena condição de moradia. “A pessoa vai assinar o contrato e terá condição de, em seguida, começar a viver com a família no local”, garante.

As empresas contratadas pela Caixa deverão incluir nos imóveis aquecedor solar, que deverá propiciar uma economia grande no gasto de energia da família. Além disso, as casas só poderão ser construídas em locais onde haja disponíveis serviços públicos como transporte, rede de água e esgoto, asfalto e iluminação pública.

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Incentivo de emprego e renda

A proposta do governo federal é construir dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida” um milhão de novas moradias no País. Além de retirar do aluguel um grande número de famílias, o programa também irá gerar emprego e renda para milhares de trabalhadores em todo o Brasil.

O superintendente regional da Caixa em Bauru, José Paulo Gomes de Amorim, explica que os imóveis, para se encaixarem dentro do programa do governo de até três salários mínimos, deverão ainda ser construídos por empresas da construção civil aprovadas pela Caixa. Já os imóveis para a faixa de renda acima de três salários podem ter “Habite-se” do governo municipal com data a partir de 27 março deste ano.

Além de mais emprego, a construção das centenas de imóveis com contratos assinados apenas neste ano irá movimentar não apenas o mercado da mão-de-obra, mas também o de materiais de construção. Amorim garante que os benefícios conseguidos até o momento serão mantidos e, com isso, o mercado da construção civil será impulsionado.

“‘O Minha Casa, Minha Vida’ tem mesmo esses dois lados de tanto dar acesso à moradia quanto incentivar o aumento do emprego em renda nas cidades onde o projeto está sendo posto em prática”, comenta.

Até os imóveis para quem ganha acima de três salários mínimos podem se encaixar nesse propósito de também gerar renda e emprego. Em Bauru, diversos apartamentos financiados no condomínio Águas do Sobrado que estão em construção foram fechados pelas regras do “Minha Casa, Minha Vida”.