08 de julho de 2026
Bairros

Vida nova para quem já garantiu seu imóvel

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 4 min

Adivinhe o que Neusa Maria Carvalho Barbosa, Vantuil Campanari, Carlos Donizeti Franco e Marcelo Frenhe possuem em comum. Engana-se quem chegou a pensar em parentesco ou coisa parecida. Na verdade, eles estão entre as centenas de pessoas que neste ano fecharam contrato com a Caixa Econômica Federal (CEF) e já estão com as chaves da casa nas mãos, ou aguardam a construção do imóvel.

Dos quatro, Campanari e Franco já se beneficiaram do novo programa de financiamento habitacional do governo federal, “Minha Casa, Minha Vida”. Ambos são solteiros e pretendem morar sozinhos no apartamento que está em construção no condomínio Águas do Sobrado.

Franco, que é vigilante e atualmente reside com a família na Vila São Francisco, conta que há algum tempo planejava a sua independência, e adquirir um imóvel seria o ideal. Com as facilidades do programa, ele viu suas chances aumentadas.

“Fiz o cadastro numa imobiliária credenciada da cidade, os documentos foram aprovados pela Caixa e a compra foi aprovada”, explica. Pela renda mensal, Franco conseguiu o subsídio máximo de programa, de R$ 17 mil, para a compra do imóvel. “Durante a construção vou pagar cerca de R$ 7,00 mensais. Só quando as chaves forem entregues, em 15 meses, começarei a quitar o financiamento. As parcelas iniciais são de pouco mais de R$ 220,00 e serão recalculadas todo ano”, comemora.

O estudante Vantuil Campanari é outro beneficiário do programa “Minha Casa, Minha Vida” que também aguarda a entrega das chaves do seu apartamento novo. Campanari, com renda mensal média de R$ 900,00, foi mais um a conseguir o subsídio de R$ 17 mil para a compra do imóvel.

“O imóvel escolhido por mim custava R$ 46 mil, mas descontando o subsídio, o valor a ser pago será menos de R$ 30 mil e as parcelas serão de pouco mais de R$ 200,00”, conta.

Franco e Campanari já fazem planos para quando receberem as chaves do apartamento. “O imóvel sendo seu, você investe aos poucos e vai deixando com a sua cara”, diz Campanari. Já Franco espera não morar por tanto tempo sozinho no imóvel. “Só vai faltar casar depois das chaves”, brinca.

Aposentadoria mais feliz

Neusa Maria Carvalho Barbosa esperou a chegada da aposentadoria para adquirir um imóvel novo. Ao conseguir o benefício, procurou a Caixa para financiar outro imóvel, que atendesse as suas novas necessidades. “A casa que eu morava ficava perto do meu emprego, e agora escolhi uma casa onde posso viver bem com a minha família”, explica.

Barbosa conta que, mesmo o imóvel escolhido não se encaixando nos valores do programa “Minha Casa, Minha Vida”, não teve dificuldade para financiar. Ela explica que conheceu os demais programas habitacionais disponíveis e o negócio foi fechado.

“A gente nunca deve dizer que conquistou o imóvel dos sonhos, mas hoje, para minhas necessidades estou satisfeita”, afirma.

Marcelo Frenhe, contador, também não conseguiu financiar sua casa pela novo programa do governo, mas está contente com o resultado da negociação com a Caixa. Frenhe conta que sempre pagou aluguel e que não planejava adquirir um imóvel a curto prazo.

“Com as notícias sobre financiamento habitacional borbulhando nos noticiários, resolvi consultar a Caixa e o gerente me mostrou que a parcela do financiamento de um imóvel que seria meu sairia pelo mesmo valor do aluguel que pagava”, conta.

Ele conta que a negociação com a Caixa durou exatos 49 dias. “Desde o final de julho já estou vivendo na minha nova casa com minha família, e estamos felizes com a aquisição”, afirma.

O superintendente da Caixa para a região de Bauru, José Paulo Gomes de Amorim, orienta as pessoas que procurem a agência mais próxima para conhecer os programas disponíveis no momento. “Vamos financiar o quanto de imóveis for necessário, pois dinheiro para isso existe”, garante.

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Jovens com menos de 30 anos respondem por 38% dos financiamentos

Ao que parece, aquele ditado de quem casa quer casa está ficando para trás. Os números da Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal em Bauru confirmam isso. Atualmente, 38% dos mutuários da instituição têm menos de 30 anos.

Já que a faixa etária de 31 a 45 anos responde por 45,10% dos mutuários. Outros 14,50% possuem entre 46 e 60 anos. Os mutuários com idade acima de 60 anos respondem por apenas 2,4% do contratos fechados nos últimos sete anos no Estado de São Paulo.

Outro dado interessante é de que 31,8% dos contratos fechados nesse mesmo período no Estado tinham mulheres como titular, ou seja, quase 177 mil dos pouco mais de 524 mil contratos assinados no período.

O superintendente regional da Caixa em Bauru, José Paulo Gomes de Amorim, explica que em boa parte dos contratos restantes, a escritura do imóvel saiu em nome da mulher. A faixa salarial de quem mais procura a Caixa para financiar um imóvel está entre R$ 1.395,00 mensais (três salários mínimos nacionais) e R$ 2.790,00 mensais (que corresponde a seis salários).

No primeiro semestre de 2008, a Caixa empregou em financiamento habitacional na regional de Bauru cerca de R$ 88,7 milhões. Já no primeiro semestre deste ano, os investimentos saltaram para R$ pouco mais de R$ 132,8 milhões. A diferença de pouco mais de R$ 44 milhões corresponde a quase 35% a mais de investimentos somente nesse período.