09 de julho de 2026
Bairros

Caixa: 4 meses para dobrar números atuais

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Os números do financiamento habitacional na Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal (CEF) de Bauru até o momento já superaram os contratos assinados em todo o ano passado. Em 2008, cerca de 8,6 mil famílias conseguiram as chaves da casa própria através dos diversos programas da Caixa. Em 2009, prestes a fechar o oitavo mês, a Superintendência comemora mais de 8,8 mil contratos fechados.

O superintendente regional da Caixa em Bauru, José Paulo Gomes de Amorim, explica que poucos desses contratos já seguem os moldes do ousado programa “Minha Casa, Minha Vida” do governo federal, que pretende financiar um milhão de imóveis no País com parte do valor subsidiado.

Amorim acredita que a soma do novo programa habitacional ao impulso que geralmente o segundo semestre traz aos financiamentos habitacionais deve quase dobrar o número de contratos de agora até o final do ano.

“Deveremos chegar aos 16 mil contratos fechados até o final deste ano. O mesmo não deve acontecer com os valores liberados para financiamento até agora, já que os imóveis do ‘Minha Casa, Minha Vida’ em geral são de valores mais baixos”, acredita o superintendente.

Até agora a Caixa já emprestou, nas 95 cidades que compõem a regional de Bauru, R$ 255,962 milhões para a compra de imóveis, volume maior que o financiado no ano passado inteiro, que foi de R$ 250,602 milhões.

Amorim afirma que boa parte dos mutuários que assinaram contratos até agora, e inclusive os que se encaixam na faixa de renda de até três salários mínimos que ainda estão em análise na Caixa, deverão receber as chaves de sua casa ou apartamento a partir do segundo semestre de 2010. Para a faixa de renda que corresponde a três salários mínimos nacionais, ou seja, R$ 1.395,00 mensais, estão garantidas cerca de 1,3 mil moradias.

Novos imóveis para essa faixa de renda dependem mais do município do que propriamente da Caixa, afirma Amorim. “O município precisa definir o local onde serão construídas as novas moradias e garantir, além da infra-estrutura básica, acesso ao transporte público, rede de ensino e outros serviços”, explica.

O número de pessoas que procuraram a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) para se inscrever no programa habitacional para as famílias com renda de até três salários mínimos mostra a necessidade de mais imóveis. Foram 25.561 inscrições realizadas durante o processo de seleção.

Amorim acredita que, dentro desse número, existam famílias em que dois ou mais membros se inscreveram na tentativa de garantir o acesso ao imóvel. Mas se for projetado que três membros de cada família fez a inscrição, chega-se ao número aproximado de 8 mil famílias em busca de uma casa. Sendo assim, o número previsto de imóveis que serão construídos em Bauru nessa primeira etapa não atende a nem mesmo um quarto do total dessas famílias.

Amorim relata que o município também tem outros projetos de moradia popular em parceria com a Caixa em andamento e que deverão beneficiar os moradores. Só nas favelas estima-se que cerca de 1,8 mil famílias vivam em condições precárias e necessitem de uma casa para viver dignamente.

“O programa habitacional ainda é novo, estamos nos adaptando às suas regras. Mudanças deverão acontecer no decorrer dos próximos meses para facilitar a vida dos futuros mutuários”, acredita Amorim.

De acordo com o superintendente, é possível que os contratos com mutuários cuja renda é de até três salários mínimos nacionais sejam fechados diretamente nas agências da Caixa, no futuro.

Apenas no “Minha Casa, Minha Vida” a situação cadastral do mutuário não é levada em conta, ou seja, registros em órgãos de proteção ao crédito como SPC e Serasa não impedem o acesso ao programa.