Ibitinga - Na manhã de ontem, o Corpo de Bombeiros de Ibitinga (90 quilômetros de Bauru) foi novamente acionado para conter alguns focos de incêndio em um barracão da fábrica de enxovais que foi completamente destruído por um incêndio de grandes proporções ocorrido na noite de anteontem. No local, eram fabricadas mantas em matelassê para a confecção de edredons e colchas.
De acordo com o cabo Valdair, coordenador da equipe responsável pelos trabalhos, o Corpo de Bombeiros demorou 5 horas para apagar completamente as chamas, que tiveram início por volta das 18h de anteontem. Ao todo, três viaturas da corporação foram deslocadas até o local. O trabalho contou ainda com o apoio de três caminhões-pipa da Usina Santa Fé e um caminhão-pipa da prefeitura.
O cabo Valdair conta que a empresa possui diversos barracões no município. A unidade atingida, que possui 2.500 m2 de terreno e 1.500 m2 de área construída, foi completamente destruída pelo fogo. Segundo ele, para conter as chamas, os Bombeiros utilizaram aproximadamente 30 mil litros de água. “Nós estamos fazendo, junto aos proprietários, um levantamento do que tinha dentro do barracão”, informa.
O coordenador da equipe revela ainda que, segundo informações prestadas pelos proprietários, a empresa não possuía seguro e laudo de vistoria (alvará) do Corpo de Bombeiros. “Aqui em Ibitinga, não foi criada a lei obrigando a ter o alvará”, diz. O cabo explica que o documento só é exigido para os novos estabelecimentos e afirma que a corporação vem cobrando a prefeitura e a Câmara para que legislação seja regulamentada.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o barracão da fábrica Marina Bordados atingido pelo incêndio de anteontem foi interditado e terá que ser demolido para a construção de um novo prédio. O laudo que aponta as causas do acidente deverá ser concluído dentro de alguns dias.
Informações preliminares prestadas por funcionários à Polícia Militar apontam que as chamas tiveram início a partir de um curto-circuito em uma máquina da empresa. Apesar dos prejuízos, ninguém ficou ferido. Na tarde de ontem, a reportagem tentou falar com os responsáveis pela fábrica, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto. Até o momento, os prejuízos provocados pelo incêndio não foram calculados.