• Hospital “isolado”
A principal reportagem da edição de hoje do JC refere-se ao Hospital Estadual (HE) de Bauru, seu auto-isolamento da comunidade local e regional e, acima de tudo, de quem mais precisa dele – os pacientes. É inegável a excelência técnica do hospital. Não é o que está em discussão.
• Uma ilha de bônus
O que especialistas em saúde e a população discutem, através de quatro páginas, é por que o Hospital Estadual faz questão de se manter como uma ilha, que só recebe os bônus do dinheiro público (do Estado), enquanto os ônus (políticos e eleitorais, inclusive) ficam com a população e com o governo do Estado, seu financiador e alvo das queixas?
• Serra deu acesso
O governador José Serra foi ministro da Saúde, setor em que se destacou nacionalmente como gestor público justamente por dar à população amplo acesso a remédios caros, a partir da famosa quebra de patentes, entre outras medidas que abriram caminhos à população para um direito constitucional assegurado: a saúde. Justamente o contrário do que o Hospital Estadual faz.
• Sentido contrário
Essa prática elitista e arrogante da direção do Hospital Estadual e de sua fundação gestora certamente causa sérios prejuízos às políticas de anos em prol da melhoria da saúde pública, postas em prática não apenas por Serra, mas por outros gestores, como o próprio ministro da Saúde, José Temporão, por exemplo.
• Dinheiro é público
O dinheiro é de todos, por isso o HE deve, obrigatoriamente, se sujeitar à discussão pública sobre qual é o melhor modelo para o sistema hospitalar da cidade e região. E não simplesmente atender a quem bem entende, como se as verbas que recebe (maiores do que as do SUS, diga-se) fossem de origem privada.
• PEC dos vereadores
O deputado federal João Paulo Cunha (PT) disse sexta-feira em Bauru, durante a Oficina Federal de Gestão Pública, que a aprovação da emenda constitucional que amplia o número de vagas nas Câmaras Municipais do País não é automática e depende de novas votações no Congresso. Bauru pode ter 23 vereadores com a PEC.
• Limitação de gastos
O deputado petista argumentou que para a ampliação ser efetivada ainda será necessário cumprir o rito em outros turnos no Congresso. Há dúvidas se a medida deve ser adotada com efeito retroativo. Outro ponto nebuloso é que as Câmaras terão limites de gastos reduzidos e quem não se adequar ao percentual não terá como ampliar.
• João Vicente Goulart
Por um problema com vôos, o filho do presidente João Goulart, João Vicente Goulart, acabou não vindo ontem a Bauru para encerrar o Seminário de Direitos Humanos realizado pela OAB, Secretaria de Cultura e Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal. Virá em outra oportunidade, segundo a organização.
• Evento da Iluminação
Foi muito produtivo o Seminário sobre Iluminação Pública realizado durante dois dias na Assenag. A discussões e conclusões embasarão políticas e decisões voltadas ao setor, que sairão dos debates que se seguem a partir de agora entre prefeitura, Câmara Municipal e CPFL. A iniciativa foi do vereador José Roberto Segalla (DEM).