09 de julho de 2026
JC Criança

O carinho dos avós

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 5 min

Afeto, aquele abraço apertado, mimos quando se está triste, histórias interessantes e “muuuuitas” guloseimas. Tudo isso, e muito mais, existe no convívio gostoso entre avós e netos. É bom ficar pertinho deles, comer o bolo da vovó, brincar e ouvir contos de outros tempos, não é mesmo?

Domingo é o dia em que grande parte das crianças vai almoçar na casa dos avós e saborear aquelas delícias todas que a vovó prepara como ninguém. Mas para João Pedro dos Santos Medina, 7 anos, todos os dias são domingo, porque ele fica na casa dos avós para a mamãe trabalhar durante a semana. “Meu avô me busca todos os dias do colégio”, diz o menino.

Para ser saudável, essa relação deve ser repleta de respeito, carinho e cuidados, de acordo com a psicóloga especialista em família Maria Ivone Marchi Costa. Nunca se esqueça que vocês são de gerações muito diferentes, mas isso não impede que você passe lindos e divertidos momentos junto com os pais de seus pais.

Como não moram na mesma cidade, cada minuto juntas é precioso para Ingrid Alves de Oliveira de Jesus, 7 anos, e Antônia Benedita Ramires dos Santos. Dormir juntinho com a vovó e aprender orações são as coisas que a doce menina mais gosta de fazer quando recebe a visita de “dona Antônia”. “Ela é uma neta muito carinhosa”, diz a avó de Ingrid.

Já João Pedro tem o privilégio de ficar todos os dias na casa dos avós e o tempo que tem livre é gasto se divertindo, jogando e ensinando games para o avô, vendo TV e jogando bola, também com avô. “Mas ele não tem paciência para aprender os games e joga bola mais ou menos”, ri o menino ao contar.

‘Filhos com açúcar’

Para Luís Carlos da Silva, avô de João Pedro, os netos são como filhos feitos de açúcar. Ele diz isso porque o cuidado é diferente e menos rígido, além disso, pode aproveitar todo o tempo que a aposentaria permite para o convívio e até a criação dos netos.

“Eu aproveito mais meus netos do que meus filhos quando eram crianças, isso porque o trabalho me tomava muito tempo”, lembra “seo” Luís.

Maria Rosa Medina Silva, esposa de Luís, tem a mesma opinião do marido. Ela dá carinho, alimenta, cuida e até leva o neto ao médico. “Contribuímos muito com a criação de João Pedro e tudo é feito com muito carinho. Ser avó é maravilhoso”.

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Dia dos vovôs e vovós

Comemora-se a data em 26 de julho. Esse dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avôs e avós.

Conta a história que, no século I a.C., Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança.

Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada a quem batizaram de Maria. Santa Ana morreu quando a menina tinha apenas 3 anos.

Devido à sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por Ele a escolhida para ser mãe de seu Filho Jesus.

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‘Avós são menos rígidos que os pais’, diz psicóloga

De acordo com a psicóloga especialista em família Maria Ivone Marchi Costa, os avós estão numa fase mais madura emocionalmente. Além disso, já não têm mais a preocupação de educar os netos como tinham com seus filhos e, por isso, o convívio com os netos é mais flexível e tolerante.

Brinquedos espalhados pela sala toda e uma alegria sem tamanho. Assim são as horas que Luíza Araujo Peres, 5 anos, passa na casa da vovó Maria Iraides de Araujo. E ela não brinca sozinha, não! Se ter uma vovó para brincar já é tudo de bom, imagine ter uma bisavó.

Isso mesmo, Luíza passa horas brincando e jogando bola com a vovó e a “bisa” Rita Maria de Souza, mãe de “dona” Maria. “Eu adoro brincar aqui na casa delas. Ensino as brincadeiras e elas aprendem”, conta a esperta garotinha.

Já Maria Iraides conta que nunca pensou que seria tão bom ser avó e que gostaria de ter uns dez netos. “É uma relação muito gratificante”.

Tradição

Além da boa farra e diversão, Luíza também aprende um montão de coisas com a avó e com a bisa, como por exemplo, bordar e fazer crochê. Mas não é só isso. Na hora do preparo do bolo preferido de Luíza, aquele de cenoura com cobertura de chocolate que a galerinha adora, a menina ajuda a vovó a fazer. “Eu passo margarina na forma de bolo”.

Os avós marcam a vida das crianças. As histórias que eles contam e tudo o que fazem juntos são lembradas por toda a vida pelos pequenos. A melhor comida, os presentes, as vontades feitas...

Para a psicóloga, esse convívio é muito bom porque elas exercitam mais a afetividade positiva e permissiva do que a repressiva. Você já reparou como seus avós deixam você fazer mais coisas do que o papai e a mamãe?

Para os avós

Para dar todo o carinho e brincar com os netos sem tirar a autoridade e “deseducá-los”, a psicóloga especialista em família Maria Ivone Marchi Costa ensina que os avós devem ser cuidadosos para não enfraquecer ou tirar a autoridade dos pais. Discutir esses assuntos com os filhos, deve ser longe dos ouvidos e olhos das crianças.

“Se esses limites ficarem claros, a relação com os avós poderá ser bastante positiva, gostosa e representar fonte de segurança e elo de ligação entre a família, além de serem os representantes da continuidade da história entre as gerações”, completa Maria Ivone.

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Para se divertir com eles!

Nome: Historias de avós e netos

Editora: Scipione

Assunto: Infanto-juvenil

Número de páginas: 71

O livro: “Histórias de avós e netos” é um livro com sete contos contemporâneos escritos com humor e criatividade que fala da relação de netos com os vovôs e vovós que estão sempre prontos para agradar, paparicar, dar carinho e nos ensinar um montão de coisas boas e histórias.