Em 1976, na região oeste do Maranhão, começou um fenômeno ufológico que foi se espalhando para o Pará. Em 1977 houve mais de 130 avistamento de óvnis em dias diferentes. O brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, do 1º Comando Aéreo Regional (Belém) nomeou então o capitão Uyrangê Soares de Hollanda Lima para chefiar uns 24 militares numa ação militar secreta que se denominou “Operação Prato”.
O capitão não acreditava na existência de óvnis, mas com máquinas fotográficas, filmadoras e gravadores conseguiu reunir num relatório de 2.000 páginas 500 fotografias e 16 horas de filmagem.
Quatrocentas pessoas, em dias e lugares diferentes foram atingidas por luzes emitidas por óvnis. Luzes estas que sugavam o sangue das pessoas. A médica Wellaide Cecim (24 anos) participou da “Operação Prato”, acompanhando as vítimas.
Vítimas que sofreram queimaduras de 1º grau, tinham marcas de perfuração na pele, amortecimento parcial do corpo, dor de cabeça e tremor. O capitão Uyrangê, junto com outro oficial, viu muitas naves.
Uma delas a apenas 50 metros de sua cabeça, com uns 100 metros de comprimento, na margem do rio Guajará-Mirim, em dezembro de 1977. Ele filmou e fotografou o evento. Nahima Lopes de Oliveira Gonçalves (60 anos) afirma que seu pai, o brigadeiro Protásio, acreditava na existência dos óvnis.
Mas ele ordenou o fim da “Operação Prato” após a filmagem feita no rio Guajará-Mirim. Tudo ficou sob o carimbo de “confidencial”.
O capitão Uyrangê ficou abalado com tal ordem. Ele passou aos poucos a sofrer de uma depressão que o acompanhou até a morte, em 1997. Faleceu no posto de coronel.
Gilberto Sidney Vieira