San Francisco - A americana Jaycee Dugard, que foi localizada na última quarta-feira depois de passar 18 anos sequestrada no Estado da Califórnia, levava uma vida normal ao lado do sequestrador, Phillip Garrido, 58 anos, da mulher dele, Nancy, 54 anos, e das duas filhas, de 11 e 15 anos, que teve em cativeiro, conforme informações da mídia local.
Pessoas que viviam perto da casa dos Garrido, onde Jaycee e as filhas eram mantidas em um anexo do quintal, de acordo com a polícia, relataram ao jornal “San Francisco Chronicle” que conheceram Jaycee, atualmente com 29 anos; que ela trabalhava na gráfica de Garrido; e que mantinha contato frequente com os clientes dele, por telefone e e-mail.
O padrasto de Jaycee, Carl Probyn, afirmou acreditar que ela tenha sofrido de Síndrome de Estocolmo, expressão usada quando uma vítima ganha afeto por seu algoz.
Conforme as testemunhas, Jaycee era tratada como uma filha de Garrido chamada Allissa. Garrido “dizia abertamente que trabalhava com sua filha, dizia que ela era responsável pela parte gráfica e que ele se ocupava da impressão”, declarou JP Miller, que havia utilizado os serviços de Garrido em agosto passado para promover a sua empresa de transportes.
Um outro cliente de Garrido que havia entrado em contato com a jovem afirmou que nada em Jaycee atraíra sua atenção. “Ela era muito profissional, muito educada, como toda secretária”, afirmou Ben Daughdrill. “Sempre tinha um sorriso na cara”, disse Deepal Karunaratne, mais um cliente da gráfica. “Era uma menina muito bonita”, acrescentou.
Cheyvonne Molino, amiga dos Garrido, que enfrentam mais de 20 acusações, disse ao canal CNN que as filhas de Jaycee e o seu algoz frequentavam festas de aniversário e eram fãs da série infantil “Hannah Montana”. “A imprensa fez parecer que estas meninas viviam como lobos ou crianças da selva em uma espécie de masmorra. Pode ser que fosse assim, mas não me davam essa impressão”, disse Molino.