11 de julho de 2026
Economia & Negócios

‘Superliga dos bancários’ discute campanha salarial com bom humor

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Superbancário, capitão do mato, mão de gato e Lord Exploration foram alguns dos personagens presentes no ato realizado ontem, em Bauru, pela Federação dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores (Fetec). Engraçados, os trajes chamavam atenção para a campanha salarial da categoria. Para discutir o tema, também estiveram presentes na cidade representantes de sindicatos de bancários de municípios como São Paulo, Assis, Presidente Prudente, Taubaté e Guarulhos, por exemplo.

Somavam cerca de 60 pessoas, que percorreram as agências bancárias do Centro de Bauru. “Estamos passando em todos os nossos sindicatos para fazer um debate com o bancário e com a população. A prioridade são as condições de trabalho, a questão salarial e a de saúde. Têm muitos trabalhadores adoecendo por conta das condições estressantes, imposição de metas abusivas”, explica Sebastião Geraldo Cardoso, presidente da Fetec.

De acordo com ele, as fantasias são um contraponto às propagandas dos bancos em relação à responsabilidade social. “Mas responsabilidade social começa dentro da empresa, com a preocupação com seus trabalhadores”, diz. Na opinião de Cardoso, as instituições também desrespeitam a população ao cobrar taxas de juros abusivos. “Nossa pauta de reivindicação não é relativa apenas ao trabalhador, mas também ao usuário e cliente do banco”, comenta.

Hoje, o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, discutirá com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) questões como a Participação dos Lucros e Resultados (PLR). “Faz cinco anos consecutivos que os bancários têm aumento real de salário e nesse ano não pode ser diferente. Vamos discutir também um plano de cargos e salários e aposentadoria complementar”, informa.

A pauta de reivindicações da CUT é diferente da encaminhada pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, ligado à Conlutas. A Fetec esteve na cidade, no entanto, porque a entidade local tem entre os membros da diretoria dirigentes filiados à CUT, informou Cardoso. Os cutistas, porém, são minoria. Em vários momentos, o ato criticou o que considerou como isolamento de Bauru nas negociações.

Por sua vez, o Sindicato dos Bancários de Bauru acusou a CUT e a Fetec de estarem isoladas dos interesses da categoria por não ouvi-la ao trabalhar como instrumento do governo federal. Por essa razão, a pauta de reivindicação seria rebaixada. Para a entidade local, o ato de ontem teve objetivos eleitorais, uma vez que haverá eleições na entidade no início do próximo ano.