09 de julho de 2026
Nacional

Advogado que defendeu Collor é encontrado morto em Brasília

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogado José Guilherme Villela, 73 anos, que defendeu o ex-presidente Fernando Collor durante o processo de impeachment, em 1992, foi encontrado morto, na noite de ontem, em seu apartamento em Brasília. De acordo com o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, Ibaneis Rocha, além de Villela, foram mortas a mulher do advogado e uma empregada doméstica da família.

A Polícia Civil afirmou ontem que está trabalhando com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo a delegada Martha Vargas, titular do 1.º DP, o apartamento da família do ex-ministro não foi arrombado, mas foram levadas diversas jóias. Ela ainda acrescentou que as mortes de Villela, sua mulher e da empregada aconteceram entre as 19h e as 19h30 de sexta-feira.

Ainda de acordo com Vargas, um parente da empregada, Francisca Nascimento da Silva, 58 anos, falou com ela por telefone às 19h, mas não conseguiu estabelecer novo contato cerca de 30 minutos depois.

Segundo a polícia, o corpo do ex-ministro tinha 32 marcas de facadas e estava em estado avançado de decomposição, assim como os corpos da mulher dele, Maria Carvalho Villela, e de Francisca. Os corpos foram encontrados pela neta do ex-ministro, que acionou a polícia.

“Todos levaram facadas. Dois corpos estavam entre o corredor de serviço, que dá acesso à cozinha da residência. O outro, da proprietária do imóvel, estava vindo dos quartos em direção ao hall entrada do apartamento”, afirmou a delegada.

Vargas ainda afirmou que as câmeras de segurança do prédio não armazenaram as imagens que poderiam identificar os responsáveis pela morte do ex-ministro. Segundo ela, as câmeras apenas registram o momento, mas não armazenam. Até as 12h de ontem, nenhum suspeito pelo crime tinha sido identificado.

Villela advogou para o ex-presidente Fernando Collor durante o processo de impeachment, em 1992.

Era formado em Direito pela Universidade de Minas e foi ministro do TSE na década de 1980. Ele possuía um escritório de advocacia e atuava junto aos tribunais superiores.