11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O livro Uma Gota de Sangue - História do Pensamento Racial


| Tempo de leitura: 2 min

A reportagem séria e com muita fidedignidade publicada pela Veja a edição 2128 de 2 de setembro de 2009, intitulada de “O livro Uma Gota de Sangue - História do Pensamento Racial, de Demétrio Magnoli”. O Estado não deve institucionalizar qualquer divisão entre seu povo, sendo mais perniciosa aquela que tem como critério a raça. Já ficou cientificamente demonstrado pela ciência (razão) que a incidência genótica é quase insignificante entre os seres humanos quando para distinguir as suas características fenóticas, ou seja, são aproximadamente 30 genes dentre os mais de 25 milhões no genoma humano, os quais definem a cor da pele, a cor do olho, o formato do rosto, formato do nariz e a textura do cabelo. A ciência conclui que as raças não existem como conceito biológico.

Qualquer tipo de divisão dessa natureza é muito prejudicial à nação, mesmo que receba a nomenclatura de discriminação positiva ou discriminação reversa. Elaborar políticas públicas cujo critério objetivo se define por raça, já que biologicamente todos os seres humanos são praticamente iguais, não poderá dar certo, poiscria conflitos políticos de rancor. O racismo, diferença dos seres humanos pelo critério raça, definindo essa ou aquela como superior, fazem as pessoas acreditar que existe realmente aquela divisão, se vendo obrigados a defender interesses de seus grupos, potencializando os conflitos e a violência. Veja a destruição ética trazida pela marginalização dos marginais.

Porém, de outro lado, a retribuição às minorias marginalizadas e destruídas culturalmente, seja pela escravidão, seja pela colonização, seja por qualquer outro fato, tem que existir, nem que seja por um período pré-determinado, porque a pobreza dos discriminados que é o problema, porque o índio, a mulher, o negro, o deficiente ou quaisquer outras minorias não sentem qualquer discriminação se são ricos. A solução para tanto é melhor distribuição de renda, e para tanto deve o Estado não se utilizar de critérios discriminador, já que penso que as outras agregações virão naturalmente.

Valdemir Pereira - advogado