A venda de cartões e boletos do estacionamento rotativo de Bauru pode acabar. De acordo com Rubens Rubito, presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), será convocado um grupo de estudos para analisar a melhor forma de controle das vagas. Entre os modelos que serão avaliados estão o de parquímetro eletrônico e venda de bilhetes em máquinas automáticas. A expectativa é que o novo modelo seja implementado no segundo trimestre do ano que vem.
Para tornar mais funcional o estacionamento rotativo da área central de Bauru, a Emdurb anunciou que estuda a viabilidade de informatizar o sistema. Atualmente, o serviço funciona com a venda de cartões de papel para permanência de uma hora em 626 vagas de Área Verde e uma hora e meia em outras 817 vagas na Área Azul. Foram criadas mais 50 vagas de Área Azul em torno do Poupatempo, mas elas estão desativadas por conta da reforma do imóvel. No ano passado, a Emdurb arrecadou cerca de R$ 1,4 milhão com a venda de cartões do estacionamento rotativo.
De acordo com Rubito, a proposta da Emdurb é reunir um grupo de estudos composto por técnicos da empresa, vereadores e entidades do comércio para analisar o melhor sistema para a cidade. Entre os modelos que já foram demonstrados à Emdurb está o adotado em Apucarana (PR). Em maio, uma comitiva bauruense composta por Rubito, o gerente técnico de trânsito, Luiz Felipe Castro, e o vereador Moisés Rossi (PPS) foi à cidade paranaense conhecer o sistema.
Em Apucarana, as vagas estão demarcadas e numeradas, racionalizando os espaços, impedindo que um carro fique mal estacionado e com isso tome o espaço de outro. Lá é adotado o sistema de parquímetro eletrônico no qual o motorista adquire um cartão com uma quantidade de créditos. É feita a cobrança de um tempo mínimo de estacionamento, que na cidade paranaense é de 30 minutos. O motorista paga pelo tempo que permaneceu estacionado no local. Caso o tempo ultrapasse o mínimo, são cobrados os minutos excedentes.
Outro sistema em estudo é a Área Azul eletrônica, como a implantada em São Carlos, por exemplo. Nesse caso, o sistema permanece parecido com o atual. Porém, ao invés de estabelecimentos comerciais ou vendedores comercializar as cartelas, os bilhetes são vendidos em máquinas eletrônicas.
Segundo Rubito, caberá ao grupo analisar qual é a melhor proposta para Bauru. Será verificada qual a melhor tecnologia, se o sistema será adquirido e explorado pela Emdurb ou se haverá a terceirização do estacionamento eletrônico. A expectativa do dirigente é que os trabalhos do grupo comecem no próximo mês.
Rubito explica que manterá o sistema atual pelo menos até março do ano que vem, que é quando acaba o estoque de talonários do estacionamento rotativo. “Dessa forma, teremos 90 dias para elaboração do projeto e depois um tempo para licitar e implementar o novo modelo. Assim teremos certa tranqüilidade para decidir se será sistema de concessão, se a empresa vai alugar os equipamentos”, afirma.
Para Rubito, o sistema de parquímetro é mais interessante. “Nele, o motorista paga efetivamente pelo tempo que ficou estacionado. Hoje, muitos compram um talão de uma hora, mas permanecem parados meia hora, 40 minutos”, pondera.
O dirigente ainda afirmou que a Emdurb estuda ampliar o número de vagas em estacionamento rotativo. A idéia é estender a Área Azul para o entorno do Bauru Shopping. “Também pensamos em expandir as vagas no Centro”, diz.
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Fiscalização
Luiz Otaviano Machado, presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), afirma que não é o tipo de modelo de estacionamento rotativo o principal problema. “Minha posição é que precisamos de um sistema que funcione, independente de modelo. Não sei por qual motivo o atual não funciona. Vimos um em Araraquara, que é excelente, mas lá existe fiscalização. O que realmente é necessário é uma fiscalização eficiente”, pondera. Para ele, dessa forma seria garantida a rotatividade das vagas, uma das principais reclamações dos motoristas que precisam estacionar no Centro.
Ele recorda que na administração anterior também foi criado um grupo para estudar novas formas de controlar o estacionamento rotativo. “E, na época, a Emdurb não mudou de sistema porque a venda de talões dava lucro. Cobria as despesas e sobrava”, lembra.