08 de julho de 2026
Geral

Pequenos reparos, grandes melhoras

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O principal cartão-postal de Bauru precisa de alguns pequenos reparos para tornar-se esteticamente mais atraente. Nada que demanda muitos recursos públicos. Se o Parque Vitória Régia tem algumas limitações de caráter funcional, no aspecto visual funciona muito bem e tem potencial para ficar ainda mais encantador aos olhos da população e dos milhares de visitantes que passam pelo local todos os dias.

O fato do parque estar encravado ao lado da avenida Nações Unidas, uma das principais vias de entrada e saída de Bauru, favorece a contemplação, especialmente de moradores de outras cidades. Mas com um ajuste aqui e outro ali, apontados por arquitetos e paisagistas consultados pelo Jornal da Cidade, é possível deixar o parque ainda mais belo.

Um dos apontamentos feitos e o que está mais próximo de ser executado pela prefeitura é o desassoreamento do lago que existe no parque. Como conseqüência do assoreamento, uma moita cresceu ao lado de uma das pontes de acesso ao parque, dando um aspecto de abandono ao local.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Valcirlei Gonçalves, o trabalho deverá ser feito em parceria com o Departamento de Água e Esgoto (DAE), que possui o equipamento necessário para esse tipo de serviço. Apesar de parecer simples, o desassoreamento do lago exigirá muita cautela, segundo o secretário, porque se aprofundar demais o leito as estacas de madeira que cercam o lago e servem como uma espécie de muro de arrimo podem tombar e provocar desmoronamentos.

Outro detalhe que poderá fazer toda a diferença para os freqüentadores do Vitória Régia, segundo o arquiteto Emerson Crivelli, é deixar a parte de trás do anfiteatro com uma arborização mais densa. De acordo com ele, as árvores podem servir como um isolante natural dos ruídos produzidos pelos veículos que passam pela avenida. Com isso, seria possível melhorar o som ambiente no anfiteatro e aumentar a compreensão do que está sendo dito no palco, durante uma peça de teatro, ou executado, durante uma apresentação musical.

A última vez que a Secretaria de Meio Ambiente plantou mudas no parque foi há mais de um ano. Segundo Valcirlei, foram distribuídas cerca de 50 mudas nativas por toda a área. Algumas delas atrás do anfiteatro, mas ainda muito aquém do que seria necessário para formar essa barreira de som sugerida pelo arquiteto. Crivelli afirma que as intervenções paisagísticas teriam condições de melhorar em 80% os problemas com a acústica do anfiteatro.

Outras deficiências do Vitória Régia, apontadas pelos especialistas, são a falta de bancos, de bebedouros, de banheiros, de um calçamento mais bem conservado, de rampas para cadeirantes e carrinhos de bebê, de mais lixeiras e outros detalhes. Entretanto, muitas vezes, a falta desses equipamentos tem a ver com a depredação que o parque sofre constantemente.

Como exemplo disso podemos citar as lixeiras que existem no local. As poucas que existem estão amassadas, pichadas e amarradas com arame. Sinal inequívoco de vandalismo. O mesmo acontece com os banheiros. Para não sofrer uma destruição ainda maior, eles permanecem fechados o tempo todo. Só são abertos quando existem eventos programados. Mas mesmo quando estão abertos, a utilização deles é deprimente por causa da situação precária em que se encontram.

Segundo o arquiteto e paisagista Ângelo Joaquini Neto, a manutenção de banheiros públicos é uma coisa complicada em qualquer parte do mundo. Segundo ele, sempre terá um usuário mal educado que vai depredar o local.