Com muito brilho, cor e irreverência, a Parada da Diversidade vai marcar o encerramento da 1.ª Semana da Diversidade de Bauru. O palco desta festa será a avenida Nações Unidas e a expectativa dos organizadores é reunir 80 mil pessoas com o mesmo objetivo: lutar pelos direitos iguais aos diferentes.
A concentração para a parada tem início às 13h, na Praça da Paz. Quatro trios elétricos, um deles com 23 metros de comprimento, vão comandar a festa com muito som eletrônico. Entre as atrações principais, está a apresentadora Monique Evans, que, a partir das 20h, apresenta o show de encerramento do evento, no anfiteatro do Parque Vitória Régia, com espetáculo performático e show musical com artistas transformistas.
Marcos Souza, o Markinhos, coordenador geral da Associação Bauru pela Diversidade (ABD), organizadora do evento, conta que 16 ônibus de toda a região confirmaram presença na parada. O trio elétrico da ABD será o primeiro a entrar na avenida e levará pessoas ligadas ao setor político. O trio da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) será o segundo a se apresentar, seguido pelo trio do Pub Urbano (bar voltado à comunidade GLBT, que tem inauguração prevista para outubro, em Bauru). O trio da Labirintus encerra a parada e leva para a avenida artistas performáticos.
Em todos os trios haverá faixas com palavras de ordem contrários à violência contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Além disso, as faixas devem mostrar a ineficiência da lei que criminaliza os atos de homofobia.
“A parada é um dos eventos mais importantes da Semana, pois mostra toda uma população apoiando os pedidos e reivindicações da comunidade GLBT. Queremos chamar atenção para as minorias, dar dignidade e pressionar órgãos públicos para a criação de uma política voltada para a minoria”, explica Markinhos.
No ano passado, a primeira edição da Parada da Diversidade foi um evento isolado e reunir cerca de 20 mil pessoas. “Este ano integramos o movimento a Semana da Diversidade e a expectativa é um público maior”, revela o coordenador geral. “Em 2008, a população mostrou que Bauru não é uma cidade arcaica, conservadora e provinciana, o que nos deixou muito felizes. Por isso, parabenizo todos os bauruenses pelo exemplo de cidadania”, acrescenta.
A Semana da Diversidade teve início na quarta-feira e trouxe uma programação com palestras, mesas redondas, atividades educacionais, culturais e sociais. A proposta da iniciativa é envolver outros grupos de minorias - como crianças e adolescentes, negros, mulheres e pessoas com deficiência - para fortalecer o movimento e ajudar a ampliar a rede de atendimento e proteção a todos eles, além de pressionar governos municipal, estadual e federal para que sejam criadas leis e organizações voltadas à defesa de seus direitos.
Segundo Markinhos, na prática cotidiana, o racismo, a homofobia e a violência contra mulheres e crianças ainda persistem, mesmo que silenciosos. Para se ter uma idéia de como a mudança de pensamento caminha a passos lentos, a lei estadual 10.948, que pune atitudes de preconceito contra homossexuais, foi publicada há oito anos e até hoje é desconhecida da maioria das pessoas.
A 1.ª Semana da Diversidade é realizado pela ABD e pela Sebes, com o apoio das secretarias de Saúde, Desenvolvimento Econômico, Cultura, Planejamento, Educação e Esportes e da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb).
• Serviço
2.ª Parada da Diversidade hoje, a partir das 16h, na avenida Nações Unidas, com chegada prevista para as 20h, no Vitória Régia. Concentração a partir das 13h, na Praça da Paz.