Foi para mim e acredito para todos os que conhecem a história desse que fora um patrimônio histórico da cidade e porque não de uma Nação e quiçá da “casa-mater”, não? Sim... naquele quadrilátero houve convivência com o denominado “rei” e sua majestade o seu progenitor e demais “monstros sagrados” do esporte bretão. De lá eles levavam o “pão de cada dia”, todo mês para as respectivas famílias!
Demais a mais e os órgãos do poder público? Apesar de ser uma instituição privada, porém, todos tinham a obrigatoriedade de cerrar fileiras em manter um referencial que foi além fronteiras com a sigla gloriosa “BAC” – azul e branco. Também pertenci ao social do mencionado clube, mas encontrava-me na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro quando soube de uma pequena movimentação no sentido de manter-se a instituição “BAC” prestando relevantes serviços à sociedade como um todo.
Mais uma demonstração da ausência de sentimento cívico, de valorizar a história... da cidade de Bauru, entretanto... Imagino o quanto de “trambique” houve nessa transação em comparação, porquanto o histórico não tem preço; lamentavelmente o mercantilismo foi e continua sendo uma erva maldita.
E uma das agravantes ocorreu, melhor dizendo, deu início há décadas quando do jogo de fundamental importância para o sr. Edson Arantes do Nascimento (Pelé), quando se defrontaram Santos e Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, no famoso estádio Mário R. Filho, porém, conhecido mundialmente de “Maracanã”, construído na gestão (prefeito) gal. Mendes de Moraes. Se o “monarca” consignasse o gol seria o milésimo da sua longa carreira e foi o que se deu no goleiro argentino. Nesse relâmpago momento em que o estádio só faltou desabar (encontrava-me lá); saltitante e chorando copiosamente “Pelé” disse exatamente as palavras do título desse singelo texto, vistes? Entretanto... o raro patrimônio esportivo do município de Bauru, Brasil e da “casa-mater” foi ao chão! E por lá, reiterando, craques da estirpe dos srs. João Arantes do Nascimento (Dondinho), de saudosa memória, Waldemar de Brito e tantos outros que também fizeram o seu transpasse no completo anonimato.
Arthur Monteiro de Carvalho Netto - jornalista