08 de julho de 2026
Cultura

Feita de samba

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Nascida em Vila Izabel, no Rio de Janeiro, filha de Martinho da Vila, criada no meio da música. Inevitável ou não, o resultado foi o samba correndo nas veias e, no lugar do coração, é o pandeiro que bate no peito de Mart’nália. Divulgando seu sétimo álbum, a cantora apresenta-se hoje, a partir das 21h, no Serviço Social do Comércio (Sesc), pelo projeto “Quartas Musicais”.

O CD “Madrugada”, lançado no ano passado, será a base do show de Mart’nália, nesta noite, que incluirá ainda releituras de trabalhos anteriores. Entre as 13 faixas, destacam-se “Alívio”, responsável por abrir o disco, “Tava Por Aí”, “Alegre Menina” - composta pela improvável dupla Dori Caymmi e Jorge Amado - e o sucesso “Don’t Worry, Be Happy”, “num inglês de Vila Isabel”, como ela costuma brincar nos shows. A música, do inglês Bobby McFerrin, ganhou nova roupagem nas mãos da cantora e foi tema de “Três Irmãs”, da Rede Globo.

Há ainda a politizada “Tom Maior”, samba de Martinho da Vila que valeu como canção de ninar durante toda a infância da cantora. Mart’nália foi criada no meio musical e, quando criança, acompanhava o pai nas rodas de samba. Foi dessa maneira que se apaixonou pela música, aprendeu a sambar, cantar, tocar violão e pandeiro.

“Com quatro anos de idade, meu pai tocava um tan-tan amarelo numa roda de samba com amigos. Lembro dele saindo pela porta e, como num passe de mágica, entrando na televisão. Achava isso o máximo. Minha casa era uma festa. Cresci com Clara Nunes e João Donato na minha sala”, recorda a cantora, em seu material de divulgação.

O interesse pelo mundo artístico aconteceu naturalmente, aos 16 anos, quando começou sua carreira como backing vocal do pai. “Ela parece ser despojada, mas é valiosa; dá a impressão de ser uma pessoa desligada, mas está sintonizada em tudo que acontece, principalmente no mundo da música e como todos os grandes artistas, é sonhadora”, resume Martinho, no site da filha.

Desde o lançamento de seu primeiro trabalho, em 1987, Mart’nália conquistou seu espaço no cenário musical, além de já ter trabalhado com artistas como Ivan Lins, Caetano Veloso e Maria Bethânia. Com produção musical de Arthur Maia e Celso Fonseca, “Madrugada”, seu sétimo disco, não é um “prosseguimento” ou uma “evolução” de “Menino do Rio”, lançado em 2005. “‘Menino do Rio’ deu supercerto e eu sentia no ar aquela expectativa: ‘e agora, o que a Mart’nália vai fazer, como vai superar esse disco?”, ela conta, em material de divulgação. “Decidi que não queria superar nada, mas seguir o caminho contrário. E fui”, completa.

• Serviço

Show com Mart’nália hoje, às 21h, no Sesc (avenida Aureliano Cardia, 6-71). Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (usuário inscrito, estudantes com comprovante, professores da rede pública e maiores de 60 anos) e R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). Mais informações pelo telefone (14) 3235-1750.