10 de julho de 2026
Geral

Sindicato acusa empresa de dificultar fiscalização

Da Redação
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No início da noite de ontem, o JC foi procurado por dois dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia) em Bauru para criticar atitude tomada pela CPFL Paulista ao, na afirmação dos sindicalistas, dificultar a atuação de um fiscal da Subdelegacia do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo Éverton Rodrigues de Matos e Ailton Ricardo da Cruz, na última sexta-feira foi iniciada uma fiscalização na empresa atendendo a um pedido do sindicato protocolado na Subdelegacia em abril. Na ocasião, segundo Matos, duas autuações chegaram a ser feitas referentes à extrapolação da jornada normal de trabalho de um grupo de funcionários.

“Hoje (ontem) a fiscalização continuaria, mas quando chegamos na sede da empresa com o auditor fiscal foi barrada a nossa entrada e permitida apenas a do fiscal. Acontece que ele (fiscal) entende da legislação, mas não sabe em que setores o problema está ocorrendo dentro da empresa. Por isso o sindicato acompanha, como fez na sexta-feira. Diante da situação, o fiscal foi embora sem fazer a fiscalização após ficar cerca de uma hora esperando para entrar”, relata Matos.

Ele observa que, por ser privada, a empresa não é obrigada a liberar a entrada de sindicalistas. “Mas para nós essa postura deixa evidente que existe alguma coisa errada lá dentro, pois se estivesse tudo certo não haveria motivo para impedir que nós acompanhássemos o fiscal do Trabalho”, diz o sindicalista.

Segundo ele, desde que a CPFL foi privatizada, em 1997, a redução do quadro de funcionários tem sido constante. “De lá para cá a redução do quadro de funcionários foi de aproximadamente 50%”, afirma Matos.

Além da Subdelegacia do Trabalho, os dirigentes do Sinergia também protocolaram denúncias no Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Estadual (MPE) e na Câmara Municipal, ao vereador Roque Ferreira. “Agora nós vamos dar encaminhamento às denúncias já feitas e aguardar os próximos resultados”, conclui Matos.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da CPFL, mas a resposta foi de que nenhum diretor da empresa foi encontrado para se manifestar até o fechamento desta edição.