10 de julho de 2026
Regional

Petista critica insuficiência do setor

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Luiz Aurélio Pagani, o Lelo Pagani (PT), critica a insuficiência de médicos e a falta de alguns medicamentos na rede pública de saúde, alvos de constantes reclamações da população. “Estamos cobrando não só a contratação de mais médicos como também a liberação dos medicamentos para os diabéticos para que, realmente, a população se sinta protegida”, revela.

De acordo com ele, a Associação Botucatuense de Assistência ao Diabético (ABAD), que conta com mais de mil associados na cidade, é uma das entidades que vem sofrendo com a falta de remédios. “Da noite para o dia, (o prefeito) simplesmente retirou esses medicamentos. Muita gente hoje está descompensada porque não pode comprar insulina especial, que não é a insulina padrão distribuída pelo SUS. Isso é um exemplo de como eles estão mexendo diretamente com a população”, diz.

O novo secretário de Saúde, Antônio Luiz Caldas Junior, contesta as informações do petista e alega que a impossibilidade de contratação de novos profissionais teve origem no governo anterior. “No final do ano passado, a administração que perdeu a eleição firmou um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público Federal e, no meio desse termo de ajustamento de conduta, tinha uma cláusula onde a prefeitura se comprometia a não contratar ninguém até que se resolvesse o problema com a entidade (apontada pelo TCE pelas contratações irregulares)”.

Já em relação a falta de alguns remédios para uso de pessoas diabéticas, o secretário alega que a prefeitura está cumprindo rigorosamente determinação judicial. “Esse é um assunto polêmico. Eles (ABAD) arrumaram um convênio guarda-chuva e, qualquer receita que os associados, (mais de mil pessoas), conseguisse, a prefeitura fornecia”, explica. “Aquilo que era dado consumia um volume de recursos muito grande. O juiz determinou que se comprasse alguns tipos de insulina e equipamento para fazer o teste de glicemia. Isso está sendo feito. Na verdade, foi um corte de medicamentos que eram fornecidos fora da ordem judicial”.

Caldas Junior ressalta que as pessoas que necessitam de medicamentos especiais poderão ser atendidas pela prefeitura mediante análise criteriosa. “Aquelas pessoas que necessitem de algum outro tipo de remédio devem ir até a secretaria municipal de Saúde e preencher um formulário apropriado que será submetido à apreciação e a uma entrevista feita pela assistente social”, diz. “Nossa tendência é retomar essa discussão que já vinha sendo conduzida e procurar levar isso ao melhor termo possível, contando, evidentemente, com a colaboração dos usuários”.