08 de julho de 2026
Nacional

Processo contra Yeda Crusius tem início

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Porto Alegre - A crise política do Rio Grande do Sul teve um novo capítulo ontem com o início da tramitação do processo de impeachment contra a governadora Yeda Crusius (PSDB) e a renúncia de João Luiz Vargas da presidência do TCE (Tribunal de Contas do Estado) gaúcho.

Yeda, Vargas e mais sete pessoas são acusados pelo Ministério Público Federal de serem beneficiários de recursos desviados do Detran-RS (Departamento Estadual de Trânsito).

Na peça que deu início à ação, o presidente da Casa, Ivar Pavan (PT), menciona “indícios de condutas não condizentes com a administração pública”. Yeda nega participação.

Uma comissão vai analisar se as alegações do pedido serão aceitas. Um relatório vai ser submetido ao plenário em outubro. Apenas se a Assembléia der aval haverá apuração do mérito das denúncias. Nos bastidores, deputados admitem que a maioria de Yeda deve arquivar o processo já na primeira fase.

Tarso nega acusações

O ministro Tarso Genro (Justiça) ironizou ontem e classificou de “folclore local” as declarações de lideres do PSDB que o acusam de patrocinar um “movimento golpista” no Rio Grande do Sul com o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB)

Segundo Tarso, a Polícia Federal não trabalha com nenhum viés político. “Isso (responsabilidade pelo impeachment) faz parte do folclore político local. A Polícia Federal não combate à corrupção apenas no Rio Grande do Sul, mas em todos os Estados e todas as cidades do país, envolvendo prefeito, vereador, governador ou deputado”, disse.