09 de julho de 2026
Nacional

Criação de empregos é a maior desde início da crise

Agência Estado
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Brasília - Superando as previsões feitas pelo presidente Lula no início da semana, o governo divulgou ontem que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a criação de 242.126 empregos formais em agosto, um recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1992, e o melhor resultado desde setembro de 2008, quando foram criadas 282.841 vagas com carteira assinada no Brasil.

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, prevê crescimento de 2% do PIB no ano e a criação de um milhão de empregos com carteira assinada. E avisa: a previsão deve ser elevada a partir dos dados de setembro. “Time que está vencendo não humilha o adversário”, disse, ao ser perguntado sobre qual seria a nova previsão, explicando que os adversários são os “pessimistas.”

Lupi disse que há uma recuperação generalizada dos empregos no País. “Muitos empresários do País se anteciparam ao demitir funcionários no auge da crise”, disse Lupi. Em dezembro do ano passado, a economia brasileira fechou mais de 650 mil postos de trabalho, o pior desempenho em quase dez anos.

De acordo com os dados do Caged, o setor de serviços criou 85,6 mil postos formais, o segundo melhor resultado da série para o mês e o melhor do ano. A indústria gerou 66,6 mil vagas, também o melhor resultado de 2009 e o segundo melhor da série para o mês.

O comércio registrou 56,8 mil novas vagas, recorde da série para agosto, com destaque para o setor varejista, que registrou 47,3 mil novos empregos. A construção civil criou 39,9 mil postos, resultado recorde para o setor em toda a série do Caged. A administração pública criou 3,3 mil vagas, o segundo melhor resultado para agosto. Somente a agricultura registrou queda na geração de empregos formais. Segundo Lupi, isso ocorreu em função de fatores sazonais no Centro-Sul do País, relacionados à entressafra de produtos agrícolas, como o café.

A criação de vagas em agosto é o resultado de 1,457 milhão de contratações e 1,215 milhão de demissões. O saldo líquido representa um crescimento de 0,75% em relação ao estoque de empregos de julho. Em julho, foram criados 138.402 empregos. De janeiro a agosto, foram criados 680.034 postos de trabalho e, nos últimos 12 meses, 328.509 vagas. De janeiro a agosto, a geração de vagas teve crescimento de 2,13% em relação ao estoque de postos de dezembro do ano passado.

Para o presidente Lula, o País deve criar um milhão de empregos este ano. “Isso significa que a gente pode continuar crescendo em setembro. Pode ser muito bom e tudo indica que a gente possa ultrapassar 1 milhão de empregos criados em um único ano em que a gente estava em crise profunda”, disse Lula a jornalistas.