09 de julho de 2026
Política

Arce estuda duplicação até Aeroporto

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 3 min

O secretário estadual de Transportes, Mauro Arce, disse ontem, em Bauru, que estuda a inclusão da duplicação da rodovia Bauru-Iacanga, pelo menos até o Aeroporto Moussa Tobias, no orçamento da pasta para 2010. O projeto integral prevê estender a pista duplicada, posteriormente, até a Usina de Ibitinga. “Estamos terminando o projeto. É possível que esteja no Orçamento, é uma obra importante, temos que ver as disponibilidades financeiras”, disse.

A etapa duplicada entre a saída da área urbana de Bauru, na altura da Vila São Paulo, até pelo menos até o Aeroporto Moussa Tobias, está no topo da lista de prioridades do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). “Nós estamos trabalhando por esta obra regional. Porque este é um investimento regional estratégico, cujo interesse é de todas as cidades do entorno”, comentou.

Em relação à operação aérea por instrumentos no Moussa Tobias, o secretário afirmou que espera a homologação por parte da Aeronáutica, que ficou de mandar uma aeronave para realização de testes para aferir os equipamentos. A demora para o empreendimento localizado na divisa entre Bauru e Arealva “decolar” foi atribuída à crise financeira, por Arce.

“O aeroporto foi construído e entrou em funcionamento em setembro de 2006, com objetivo muito claro, que era tirar os aviões da área urbana de Bauru, inclusive porque, no passado, tivemos acidentes, e o processo dessa transferência é um pouco demorado. Quando o aeroporto ficou pronto, as empresas aéreas, por questões de crise, deixaram de operar. Agora, finalmente as coisas estão melhorando. Bauru fica numa posição estratégica, com possibilidade de ampliação, não só do aeroporto, mas das indústrias, e com possibilidade até de exportar.”

Arce descartou a passagem do Moussa Tobias do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) para a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), movimento que tem sido apoiado por políticos de Bauru. “Estamos estudando o problema dos aeroportos de São Paulo de forma geral. Além disso, não posso pensar em passar para a Infraero os aeroportos que são rentáveis. Bauru foi rentável, hoje não é, mas tem um potencial muito grande”, abordou. O caminho defendido pelo Estado para os aerportos regionais é a concessão.

Bauru-Marília

A concessão da rodovia Bauru-Marília para a iniciativa privada foi descartada pelo secretário estadual de Transportes, Mauro Arce, pelo menos durante o governo José Serra. Segundo ele, a via será duplicada e operada como está, sem a instalação de praças de pedágio.

Arte também rejeitou, neste momento, o Estado realizar aditivo no contrato de duplicação da Bauru-Ipaussu para interligar esta via à rodovia Raposo Tavares (SP-270), em razão do trecho que ficará em pista simples ser de apenas 20 quilômetros.

“Nós podemos incluir este trecho para duplicar, porque é importante interligar com a Raposo Tavares, mas o problema é que a concessionária quer mais dinheiro para acrescentar novas obrigações e é preciso avaliar o caixa do Estado e se o programa é rentável para a concessão, senão aumenta o custo. Tem de estudar, porque o caixa do governo é um só e existem inúmeras situações como esta, de um trecho faltando interligar uma rodovia duplicada a outra”, finalizou.