09 de julho de 2026
Política

População quer lazer, esporte e cultura

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Nova pesquisa encomendada pelo Jornal da Cidade ao Instituto Impacto, realizada nos dias 15, 16 e 17 deste mês, revela que o bauruense reclama a instalação de equipamentos públicos de esporte, lazer e cultura. A consulta popular mostra também que a população não está nada satisfeita com o sistema de saúde, nem com a qualidade e a falta de asfalto nas ruas e avenidas.

Como saúde e asfalto são temas recorrentes e reconhecidamente, há anos, as maiores demandas locais, o JC focou, nesta pesquisa/reportagem, o bem-estar social da população, item que também deve ser priorizado pela prefeitura, pois trata-se de um complemento essencial ao cotidiano de trabalho e produção econômica da cidade.

A pesquisa pediu para os entrevistados avaliarem com os conceitos ótimo, bom, regular, ruim e péssimo diversos setores, como saúde, educação, água e esgoto, geração de empregos, coleta de lixo, limpeza de ruas e praças, asfalto/pavimentação, habitação popular, transporte coletivo urbano, esporte, lazer, cultura, trânsito, meio ambiente, segurança pública, programas sociais e a cidade como um todo. Nesse último quesito, 32,6% dos bauruenses consideraram a situação da cidade, hoje, como regular, 19,7% acham que está ótimo, 18,2% péssimo, 16,1% bom e 13,4% ruim.

Quanto ao lazer proporcionado pela prefeitura, 36,2% dos bauruenses consideram péssimo e 20,1% ruim. Regular, 17,3%. Ótimo e bom somam apenas 26,4% das opiniões. Em relação ao esporte, 26,4% consideram de péssima qualidade o que o Município oferece e 19,4% avaliam como ruim. Dos entrevistados, 22,3% acham regular; ótimo e bom somam somente 31,8%. No setor cultural, 30% o consideram péssimo, 18,7% ruim, 26,6% regular, ótimo 14,9% e bom 9,8%.

Em termos de qualidade de vida na cidade, independentemente da atuação do poder público, 40,5% dos entrevistados optaram pelo item satisfeitos, 23,3% nem satisfeitos nem insatisfeitos, e 22,1% insatisfeitos.

Outro dado interessante apurado pela pesquisa é sobre a renda da população. Na pesquisa, 71,2% das famílias (somados os membros que trabalham) ganham até cinco salários mínimos (cerca de R$ 2,3 mil). Apenas 11,8% ganham acima de cinco salários mínimos.

Quanto à limpeza de praças, ruas e avenidas, a postura da população é crítica. Entre os entrevistados, 40,5% avaliam como péssimo e ruim o serviço de limpeza pública; 36,2% avaliam como ótimo e bom e 23,3%, regular. Leia mais sobre o assunto nas páginas 4 e 5.

Metodologia

A pesquisa JC/Impacto ouviu 400 bauruenses nos últimos dias 15, 16 e 17, seguindo o critério de amostragem estratificada por classes socioeconômicas (sexo, idade, escolaridade e renda). Bauru foi dividida em seis setores, com questionários distribuídos proporcionalmente às estimativas de população, com base nos levantamentos do IBGE e Fundação Seade.

____________________

Asfalto, trânsito e segurança estão no topo

Com base na pesquisa, questões como asfalto e pavimentação, trânsito e segurança pública lideram as avaliações negativas. Como há tempos estão no topo de levantamentos da mesma natureza, o resultado não surpreendeu o prefeito Rodrigo Agostinho. Ele estabeleceu como meta asfaltar, em sua gestão, 2 mil quadras de terra, sendo que essas são, hoje, cerca de 3,5 mil.

“Vou licitar mais 300 quadras neste ano. Trânsito também não surpreende porque as pessoas compraram muito carro. Em junho deste ano, entraram em circulação o mesmo número de veículos do ano passado inteiro”, garante. A despeito da crítica de usuários, cerca de 100 ruas mudaram de direção para facilitar o tráfego. “Vamos precisar de algumas medidas mais drásticas”, comenta o prefeito. Elas incluem, por exemplo, a revisão do tamanho de canteiros centrais de avenidas como a Nações Unidas.

“Já a questão de segurança está ligada a outro tema, que é a sensação de insegurança. Bauru não tem indicadores fortes. Por outro lado, algumas coisas ajudam para que isso aconteça. Vou dar exemplos. Bauru é mal iluminada. Isso reflete na sensação de insegurança. Outro fator são as ruas de terra”, conclui.