09 de julho de 2026
Geral

Crianças participam da campanha no Centro com máscaras do Zé Gotinha

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Os consumidores que aproveitaram o sábado para fazer compras também puderam imunizar seus filhos de até 5 anos contra a paralisia infantil, sem se deslocar do Calçadão da Batista de Carvalho. Com o slogan “Não dá pra vacilar. Tem que vacinar”, a iniciativa visa imunizar 95% das crianças de Bauru, o que representa cerca de 23.056. Na cidade, além de serem imunizadas, a criançada recebeu máscaras do Zé Gotinha.

As irmãs Beatriz Manzato, 2 anos, e Vitória Manzato, 3 anos, foram levadas pelos pais, Fabiana e Abel Manzato, para tomar as gotinhas. Sem medo, elas receberam a vacina e não se desgrudaram um minuto da máscara. “Temos que cuidar dos nossos filhos. Em uma ocasião tão importante como essa, a família veio reunida”, dizem os pais.

Gabriel Haruqe Kodima Rocha, 2 anos, também tomou a vacina contra a paralisia infantil, na companhia da tia e da tia avó. “Mantenho a carteirinha de vacinação dele sempre em ordem. Acho que é fundamental a imunização contra a paralisia infantil”, afirma.

Durante toda a manhã, o movimento foi considerado normal no local. “Foi tranqüilo, não ocorreu nada de anormal”, afirma Micaias Moreira, técnico de enfermagem.

A Secretaria de Saúde informa que, em relação à primeira etapa, houve alteração de endereço de um dos postos, o do bairro Santa Terezinha. O novo endereço é a Associação de Moradores, na rua Caetano Calderão, 1-50. A divulgação de campanha vem sendo realizada através da mídia, faixas e cartazes afixados em locais estratégicos, inclusive no interior dos ônibus urbanos.

As campanhas nacionais de vacinação completam 30 anos de sucesso no controle epidemiológico da poliomielite no território brasileiro. O Brasil está livre do poliovírus desde 1989 e assim deve manter-se até a concreta certificação mundial de erradicação da pólio. O Brasil é um importante pólo turístico e comercial, com intenso fluxo de viajantes. Como ainda existem países em que os poliovírus selvagens estão circulantes, as campanhas devem ser aproveitadas ao máximo, para bloquear a reintrodução da doença no território.

Os países considerados endêmicos são a Nigéria, Índia, Paquistão e Afeganistão; os países não endêmicos com casos eventuais de poliomielite são Bangladesh, Namíbia, Etiópia, República Democrática do Congo, Níger e Nepal, Indonésia.

De acordo com o Ministério da Saúde, a segunda etapa de vacinação estava marcada para agosto, mas teve de ser adiada diante do aumento no número de casos da gripe suína. A decisão teve como objetivo evitar o aumento da demanda nos serviços de atenção básica, que já estavam sobrecarregados por causa da epidemia.