10 de julho de 2026
Internacional

Ahmadinejad diz ter orgulho de provocar revolta ao negar Holocausto

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Teerã - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, declarou ontem estar “orgulhoso” de ter provocado reações de indignação e de revolta na comunidade internacional ao negar o Holocausto. Ele viaja hoje para Nova York, onde participará da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

“A revolta dos assassinos profissionais é um orgulho para nós”, declarou Ahmadinejad, segundo a agência oficial Irna, em uma aparente referência a Israel e a alguns países ocidentais que criticaram suas declarações. Na sexta-feira passada, em um discurso durante o Dia de Jerusalém, uma marcha anual pró-palestinos, Ahmadinejad afirmou que o fato dos nazistas de Hitler terem usado câmaras de gás para matar 6 milhões de judeus na Segunda Guerra (1939-1945) é “uma mentira baseada em uma alegação mítica e não comprovada”.

“A própria existência deste regime é um insulto à dignidade dos povos”, afirmou, em referência a Israel, inimigo do Irã.

Desde que chegou ao poder pela primeira vez, Ahmadinejad provocou condenação internacional por dizer que o Holocausto é uma mentira e que Israel é um “tumor” no Oriente Médio. Seu governo chegou a realizar uma conferência em 2006 para questionar o Holocausto.