Rio Branco - Quinze testemunhas foram ouvidas ontem, no primeiro dia do julgamento de Hildebrando Pascoal, no Tribunal do Júri, em Rio Branco. Pascoal é acusado de matar um homem depois de uma sessão de tortura em que a vítima foi esquartejada com uma motosserra.
O deputado federal cassado e coronel reformado da Polícia Militar do Acre é apontado como líder do esquadrão da morte que durante anos atuou no Estado. Magro, com 1,90 metro de altura, Hildebrando estava sem algemas, sentado em frente aos sete jurados que formam o júri popular. Indagado pela reportagem sobre o julgamento, disse: “Solicite autorização judicial que eu passo três ou quatro dias com você”.
Entre as testemunhas estavam ex-policiais que atuaram no grupo de Hildebrando e depois o delataram, Evanilda Lima de Oliveira, viúva de Agílson Santos, vítima da motosserra, dois de seus filhos e o ex-bispo de Rio Branco, dom Moacir Grecchi, que teve papel fundamental na denúncia.
Ao pedir proteção ao Estado, na época do crime, Evanilda disse ter recebido conselho da secretaria de segurança de que seria melhor sair do Acre.