Rio Branco - No terceiro dia do júri do caso que ficou conhecido como “crime da motosserra”, em Rio Branco, o Ministério Público Estadual pediu que Hildebrando Pascoal seja condenado a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, e que ele pague indenização de R$ 500 mil à família da vítima.
O ex-coronel da Polícia Militar do Acre e deputado federal cassado está sendo julgado, ao lado de mais duas pessoas, por matar um homem após esquartejá-lo com uma motosserra.
O Ministério Público elaborou a denúncia há dez anos, quando o então deputado foi cassado e preso.
Com a exibição de fotos da vítima esquartejada em um telão no Tribunal do Júri, os promotores Álvaro Pereira, Rodrigo Curti e Leandro Portela discutiram com o advogado de Hildebrando, Sanderson Moura. O ex-coronel, visivelmente desconfortável, chegou a se levantar. Por causa do bate-boca, a sessão foi suspensa duas vezes.
A defesa de Hildebrando repetiu os mesmos argumentos apresentados por ele anteontem: que é perseguido político pelo PT e que foi condenado por causa de uma conspiração de promotores, procuradores e juízes.
Ele já foi condenado a mais de 80 anos de prisão por dois homicídios, tráfico internacional de drogas, formação de quadrilha e crimes eleitorais (troca de voto por cocaína) e financeiros.
Até o fechamento desta edição, o julgamento não havia terminado, faltando apenas a votação dos sete jurados.