10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Paralisação em transportadora continua

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Não houve acordo entre os trabalhadores da transportadora TNT Mercúrio, no Distrito Industrial 3, de Bauru, e a empresa. A categoria pede aumento de 7%, mas a transportadora oferece 6,5%. Por causa de 0,5 ponto percentual, os cerca de 120 trabalhadores optaram por manter a greve, que teve início na noite de terça-feira.

No início da tarde de ontem, a Polícia Militar (PM) foi chamada, pois os grevistas impediam a saída de caminhões de dentro da transportadora. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Bauru e Região (Sindtran), José Rodrigues da Silva, a empresa teria contratado motoristas terceirizados para que os caminhões continuassem rodando. “Isso não está de acordo com o direito de greve. Desta forma, eles quebram nosso movimento”, afirma. “Além disso, a empresa tem que ter sua própria frota. Ela pode ter trabalhadores terceirizados para fazer pequenas entregas dentro do município, não para outras cidades”, acrescenta.

Para averiguar o caso, um fiscal do Ministério do Trabalho foi chamado. Por meio de acordo entre os grevistas e a empresa, mediado pela PM, os trabalhadores resolveram liberar a saída dos caminhões, desde que eles fossem conduzidos por funcionários da transportadora. No início da tarde de ontem, sete veículos saíram do local.

Segundo Silva, a única reivindicação da categoria é o salário, que está defasado. De acordo com o Sindtran, o motorista recebe cerca de R$ 900,00 e o ajudante, R$ 600,00. Para hoje, está prevista reunião entre o Sindicato e a TNT Mercúrio com mediação do Ministério do Trabalho.

A TNT Mercúrio informou, por meio de nota da assessoria de imprensa, que em razão das negociações do dissídio dos trabalhadores do terminal localizado em Bauru, a TNT Mercúrio esclarece que esteve sempre aberta para o diálogo. Ela destaca que em tais negociações a empresa ofereceu reajuste de 6,5%. A empresa informa que está tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos funcionários que optaram por continuar trabalhando e para garantir a prestação de serviços.