10 de julho de 2026
Nacional

‘Crime da motosserra’: Hildebrando é condenado a 18 anos de prisão

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Rio Branco - O Tribunal do Júri do Acre condenou anteontem a 18 anos de prisão o ex-coronel da Polícia Militar do Estado e deputado federal cassado Hildebrando Pascoal pelo crime da motosserra, um dos mais bárbaros assassinatos da década de 90.

Para a maioria dos sete jurados que formaram o conselho de sentença, Hildebrando é o responsável pela morte de um homem com tiros na cabeça após sessão de tortura em que a vítima teve os olhos perfurados, pernas, braços e pênis amputados com um motosserra, além de ter um prego cravado na cabeça.

O Ministério Público havia pedido condenação máxima a Hildebrando, de 30 anos, por homicídio triplamente qualificado. Os promotores também pediram que o ex-deputado pagasse à família da vítima indenização de R$ 500 mil, o que foi negado pelo juiz.

O advogado de Hildebrando, Sanderson Moura, deve recorrer da decisão. Um primo de Hildebrando e um ex-policial do Acre, também acusados do crime, foram absolvidos pelo júri popular.

A vítima da motosserra, Agílson Santos, conhecido como Baiano, foi morto por trabalhar para uma pessoa acusada de matar um irmão de Hildebrando. O filho dele, de 13 anos, também foi brutalmente assassinado. Preso desde 1999, Hildebrando Pascoal é acusado de liderar um esquadrão da morte no Acre.