08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O oitavo indicado


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Lula indicou mais um para o STF, o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, que já conseguiu suspender os efeitos de uma sentença judicial, obrigando-o a devolver a bagatela de R$ 420 mil aos cofres públicos do Amapá. Mas isso tem pouca importância, “é absolutamente rotineiro” alguém sofrer ações e eventuais condenações na Justiça, disse o ministro Gilmar Mendes.

Além da condenação em primeira instância, o advogado também já foi reprovado duas vezes em concurso para juiz. Isso também não tem muita importância, pois, provavelmente, ele deve ter sofrido perseguição da banca examinadora. Ele também não tem mestrado e sua produção acadêmica é escassa. Isso tem também pouco significado, pois, mesmo ocupando a mais alta corte do País, ele poderá arrumar um jeitinho para fazer uma pós-graduação e começar a produzir textos acadêmicos depois de empossado.

No Brasil, quebra-se um galho. Mas Toffoli tem algo a seu favor no que diz respeito à sua experiência profissional: foi advogado do PT antes de entrar no governo. Que ótimo isso! É garantia de neutralidade. Se o presidente Lula o indicou e faz questão que seja nomeado é porque vê nele capacidade e qualidades que essa mídia antipática e antidemocrática não consegue ver ou teima em não enxergar.

Maria da Glória De Rosa