São Paulo - Os bancários vão manter a greve da categoria no País e decidir na segunda-feira o rumo da paralisação que, em seu segundo dia, atingiu 4.791 locais de trabalho.
Na avaliação da Contraf-CUT (confederação da categoria) e do Sindicato dos Bancários de São Paulo, o movimento se estendeu para novas agências. A Febraban (federação dos bancos) contesta a informação. Segundo os bancos, existem 20 mil agências e 15 mil postos de atendimento no Brasil.
Em São Paulo, cerca de mil bancários fizeram uma passeata na avenida Paulista. O sindicato estima que aderiram à paralisação cerca de 34,5 mil bancários em 728 locais de trabalho. Ainda segundo os sindicalistas, ficaram fechados os prédios administrativos da Nossa Caixa, Unibanco e Banco do Brasil, além de agências. No Bradesco Alphaville, participaram da paralisação cerca de 2 mil bancários e funcionários terceirizados do local.
Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, diz que a greve é uma “resposta ao descontentamento dos trabalhadores” e que a tendência é de a paralisação se ampliar, caso os bancos não apresentem uma proposta melhor à categoria.
“O que nos preocupa é a falta de negociação. Insistimos em afirmar que estamos dispostos a debater nossa proposta. Mas o sindicato tem de dizer o que tem de melhorar”, afirma Magnus Apostólico, superintendente de Relações do Trabalho da Febraban. Os bancos ofereceram reajuste de 4,5% e mudança no cálculo da participação nos lucros paga no ano passado.
Os bancários querem 10% de reajuste e PLR no valor de três salários e R$ 3.850,00 fixos.