Cheia de ritmo e contornos, as frases dirigidas ao bebês são capazes de criar códigos de identificação para os pequenos. Pela intonação da voz da mãe, a criança é capaz de identificar, por exemplo, se ela está brincando ou querendo transmitir outras informações. É a chamada música da fala ou prosódia.
A dona de casa Lilian Carla Alves M. Theodoro reconhece que quando fala com sua filha caçula, Laura Helena Peres Theodoro, 1 ano e 2 meses, fala cantado. “Não tem jeito, falar cantando com bebês e colocar tudo no diminutivo é mania de mãe. O interessante é que quando falo mansinho e com palavras de carinho, ela sorri para mim. Já quando falo mais sério, como se estivesse conversando com um adulto, ela fica séria também”, afirma.
De acordo com Mônica Valentim, psicóloga e autora do livro “Porque falamos como bebês quando falamos com bebês?, não se sabe com certeza se a criança já nasce atraída por esse tipo de fala, mais mansa e cantada (babytalk), ou se aprende a gostar porque percebe que é uma linguagem direcionada especialmente a ela. “O fato é que as crianças realmente prestam mais atenção e sabem que estamos falando com elas”, conclui.