07 de julho de 2026
Saúde

Toques e retoques


| Tempo de leitura: 3 min

Um copo de cerveja... pela saúde!

Prezado leitor,

Comemorar a sexta-feira com uma cerveja bem gelada já é tradição nacional. A questão que muita gente desconhece é que um copo ou outro de cerveja faz muito mais do que apenas levar embora o estresse de um dia pesado de trabalho. Isso mesmo! Assim como o vinho, a cerveja tem vitaminas e substâncias antioxidantes incrivelmente benéficas e, ao contrário do que a cultura popular pensa e diz por aí, o consumo moderado dessa bebida pode fazer maravilhas por sua saúde.

Prevenção de osteoporose

Isso mesmo! Um copo de cerveja, independentemente se tem ou não álcool, possui cerca de seis miligramas de silício, o que corresponde a 20% da dose diária de que o organismo precisa para garantir força e flexibilidade à nossa estrutura óssea. Um estudo londrino comprovou que a ingestão de boas quantidades de silício até os 35 anos, fase em que se atinge o pico de maturação óssea, pode prevenir a osteoporose em idades mais avançadas. Além da cerveja, a aveia, o milho, o arroz e o trigo também são alimentos ricos em silício.

Vitaminas e antioxidantes

A cerveja é rica em vitaminas do complexo B, como a niacina, riboflavina, a piridoxina e os folatos, que oferecem mais proteção contra doenças cardiovasculares. Como é composta por cevada e lúpulo, a cerveja também possui substâncias antioxidantes: aliás, ela tem mais do que o dobro dos antioxidantes do vinho branco e metade dos do vinho tinto. A questão é que os antioxidantes do vinho são constituídos por moléculas mais pesadas, de difícil absorção, ao contrário das da cerveja, que são pequenas e leves.

Doenças cardiovasculares

O consumo moderado de cerveja ajuda a evitar ataques cardíacos e a incidência de trombose, já que a ingestão de álcool (sem exageros, é claro) pode fazer o HDL (o bom colesterol) subir. Além disso, a cerveja também ajuda a inibir o surgimento de coágulos no sangue. O importante é ter em mente que consumir cerveja ajuda, sim. Mas esse consumo também precisa estar aliado a hábitos saudáveis, como uma alimentação mais leve e exercícios físicos periódicos.

Flavonóides

De todos os componentes da cerveja, os que garantem mais benefícios são os flavonóides, um grupo de compostos químicos encontrados em plantas e em alimentos processados (como chá e vinho) e que existem na cerveja por conta do lúpulo e da malta. O consumo de cerveja faz com que os flavonóides aumentem o número de linfócitos, células imunológicas responsáveis pela destruição de microorganismos invasores. Dessa maneira, o organismo fica protegido contra doenças inflamatórias, alergias e até contra o câncer.

Mais felicidade

Pois é, uma pesquisa mostrou que aqueles que consomem cerveja de forma moderada e regular são mais felizes, trabalham melhor e têm mais agilidade de raciocínio do que os que não bebem de jeito nenhum. As funções cerebrais das pessoas com idade avançada também são melhor preservadas.

Cerveja engorda?

Para muita gente, a palavra cerveja é logo associada à barriguinha saliente. O fato é que o consumo dessa bebida em si não engorda. O que acontece é que boa parte dos adoradores de cerveja não é tão fã da vida saudável e abusa também de comidas gordurosas. Uma lata de cerveja (350ml) possui em média 150 calorias e, dentro de uma dieta de 2.000 a 2.500 calorias, esse é um prazer permitido sem maiores culpas, ok?

Qual é o consumo ideal?

O consumo ideal de cerveja é a grande polêmica. Até agora os estudos têm mostrado que a ingestão entre as mulheres não deve ultrapassar os dois copos diários. Entre os homens, a quantidade deve ser de até quatro copos. Afinal, o abuso de bebidas alcoólicas também tem muitos agravantes, como dificuldade em absorver alguns nutrientes, cirrose hepática, alguns tipos de câncer (principalmente se o consumo estiver aliado ao cigarro), gastrite e úlcera.

Lembre-se de que o segredo para ter uma saúde perfeita é o equilíbrio. Assim, fica mais fácil não abusar da cervejinha.

Um grande abraço e até o próximo domingo,

Daniela Hueb