08 de julho de 2026
Geral

Desclassificação nem sempre é por erro

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 1 min

Quando as pessoas são preteridas para uma vaga de emprego, costumam ficar com aquela dúvida martelando na cabeça: “Onde foi que eu errei?” O que muita gente não sabe é que, em boa parte dos testes utilizados nos processos seletivos, não existe certo ou errado.

“Os testes visam identificar os candidatos que mais se aproximam do perfil desejado para determinada vaga. Dependendo da função que será desempenhada, certos fatores terão mais peso na escolha final do empregador”, explica a psicóloga Regina Maura Pereira Torres, que atua em uma empresa bauruense de assessoria de recursos humanos.

Essa é uma das razões pela qual a especialista evita dar dicas sobre como se comportar durante uma entrevista de emprego. “Só posso sugerir que o candidato aja com naturalidade e seja sincero”, diz Regina.

Segundo ela, é freqüente aparecerem nos processos seletivos candidatos com perfis parecidos. O pior é que, hoje em dia, ao contrário daquela famosa passagem do Evangelho de São João, a messe se tornou pequena demais e os operários passaram a ser muitos.

“Como o número de vagas é menor que o de candidatos, as empresas irão se utilizar do direito de selecionarem seus colaboradores. Se não fizerem isso, aliás, não conseguirão, no futuro, atender às suas próprias expectativas organizacionais”, afirma Regina.

Por mais que as companhias tentem se valer de métodos científicos para escolher seus funcionários, Regina lembra que a empresa sempre terá a palavra final na hora de determinar quem será o contratado. “A opinião da pessoa que gerencia a vaga é decisiva. Afinal, é ela que terá de conviver com o funcionário no dia-a-dia”, diz ela.