Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem do JC, o bauruense Eddie Vinícius Salina Cuenca, 19 anos, que morreu às 7h30 de domingo no Hospital de Base (HB), em Bauru - quatro horas depois de envolver-se em um acidente de trânsito -, não recusou ser socorrido após o fato. Segundo informações de familiares e o registro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ele recebeu atendimento de profissionais do Samu.
O acidente ocorreu na avenida Duque de Caxias, esquina com a rua Saint Martin. Cuenca trafegava pela avenida, sentido Centro/bairro, com um Fusca branco, placas CXF 1548, e colidiu com o carro de Lia Vilela Pinto Dieguez, 24 anos, um Palio prata, placas DVC 7265, que transitava pela rua Saint Martin. O local é provido de semáforo e um laudo da Polícia Científica deve apontar as causas do acidente.
De acordo com Camila Salina Cuenca, irmã da vítima, sua mãe chegou ao local do acidente antes do Samu e encontrou o filho no asfalto, ensangüentado e gritando de dor. “Ele nem tinha como negar socorro. Ele gritava muito de dor e falava algumas coisas que não tinham sentido. Ele teve fraturas múltiplas”, conta Camila.
No mesmo carro de Eddie estava sua namorada, Flaviane Althiene Ricci Dias, 19 anos, que teve ferimentos leves. O rapaz morava no Novo Jardim Pagani, cursava engenharia no período da noite e trabalhava durante o dia.
Camila afirma que seu irmão foi levado diretamente para o HB. Porém, Luiz Antônio Bertozo Sabbag, diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, revela que nos registros do Samu consta que Eddie foi socorrido, levado ao Pronto-Socorro Central (PSC) por volta das 3h40 e às 4h foi transferido para o HB a pedido da mãe do rapaz, já que ele tinha convênio médico.
“O médico do PSC pediu alguns exames e logo em seguida ele foi encaminhado ao HB. Pelo que foi descrito na ficha de atendimento, o garoto tinha sinal de fratura de crânio, trauma de tórax e enfisema pulmonar”, revela Sabbag.
De acordo com o capitão Renato Ramos, da Base Centro, que atendeu a ocorrência, deve ter havido erro na elaboração do boletim de ocorrência (BO). Informações do BO apontam que Eddie teria recusado atendimento no local e que iria procurar por atendimento médico posteriormente.
“Mas segundo os soldados que atenderam a ocorrência, o garoto foi atendido pelo Samu, e quem recusou atendimento foi a Flaviane, passageira do Fusca. Posteriormente, ela sentiu dores e procurou atendimento médico por meios próprios”, afirma o capitão. “Acredito que deva ter ocorrido um equívoco na elaboração do boletim de ocorrência”, finaliza.