Quando, por circunstâncias misteriosas para leigos como eu, um banco precisa de ajuda, o governo dá essa ajuda. Fiquei sabendo que com essa providência o governo estará também favorecendo o usuário do banco, isto quer dizer: todos nós que nos utilizamos dos serviços bancários somos também beneficiados. Até aí, tudo certo, tudo bem: o governo pensou no bem do banqueiro e do cliente do banco.
E o bancário? Aquele que, com seu trabalho atende aos patrões e muito mais atende aos clientes do banco, os que pagam pelos serviços bancários que, ao que parece, só se preocupam em remunerar banqueiros e clientes e as altas taxas bancárias que são cobradas para a prestação dos serviços, ficam mesmo no cofre do banco, tanto é verdade que estão nos jornais, nos finais de ano as somas astronômicas que representam os lucros dos bancos. Será que não está na hora de se pensar no bancário, aquele que de forma gentil (nunca encontrei um bancário grosseiro) e delicada atende a todos, dando de si boa educação e competência.
Penso que está na hora de todos nós correntistas de bancos que nos atendem e de certa forma até nos assistem com sua competência quando surge algum problema financeiro, nos juntarmos a eles prestigiando-os e dando apoio à justa reivindicação que estão tentando conseguir, por meio de greve, já que não houve compreensão por parte de seus patrões banqueiros que mais se locupletam dos seus serviços feitos com tanta elegância e competência.
Isolina Bresolin Vianna