O título parece simples para um cidadão em dia com suas obrigações civis e militares, porém, uma parcela desses cidadãos mesmo estando nesse estado não desfrutam dessa prerrogativa: ir e vir.
O decreto-lei presidencial que trata do assunto de acessibilidade e até mesmo a Constituição Federal não é cumprido. Atento à nossa querida Sem Limites, faz-se notório o descaso do erário com relação aos deficientes físicos de nossa cidade.
Tanto os bairros como o centro comercial apresentam empecilhos para os mesmos para que possam passear pelas ruas tanto como o próprio Calçadão.
Sem generalizar, a maioria das calçadas dos bairros apresentam desnível e/ou declive tão acentuados que o deficiente precisa ser um verdadeiro atleta para prosseguir ao seu destino, que geralmente é curto, ou andar pela rua concorrendo com os veículos e sujeitos a serem atropelados.
Assim como para os veículos nas estradas, existe uma placa sinalizando “pista escorregadia”, para os “muletantes” não há tal sinalização, então acidentes e humilhações são inevitáveis. Passando um pouco para o centro da cidade, vamos às compras, em algumas lojas nem ao menos entrar podemos, andar pelos corredores, torna-se inviável pois a maioria delas com tantas gôndolas nos corredores que não há nem espaço para os muletantes, imaginem só para os cadeirantes. A persistir esta situação quem perde é o comércio, pois a grande parcela de deficientes recebe todo o mês o soldo de seu trabalho, outrora executado. E até posso dizer do trabalho executado por cidadãos que já nasceram com alguma deficiência.
A quem de direito, que tomem as devidas providências, pois a situação da maneira que está não pode continuar... Por acaso seremos confinados a viver em “guetos”?
Sérgio Richard - prof. de ciências aposentado