A aprovação pela Câmara dos Deputados da PEC 333, que aumenta para mais 8.043 o número de vereadores em todo o País, é simplesmente absurda e injustificável, sem contar com os seus respectivos assessores, que poderão significar mais cerca de 16 mil funcionários.
Foi, sem dúvida, uma decisão infeliz, contra a vontade da população e desrespeitando decisão sábia e criteriosa do TSE, que tinha reduzido para 51.748, passando agora para 59.791 vereadores, o que proporcionará à Câmara Municipal de Bauru um acréscimo de mais 7 vereadores, hipótese rejeitada pelos atuais vereadores, e que geraria uma despesa anual de mais de R$ 1 milhão, incluindo os 14 assessores, além da construção de novo edifício orçado em mais de R$ 5 milhões, porque o atual não comporta número tão expressivo de pessoas. Ademais, o Brasil não está precisando de mais 8.043 vereadores.
Não há como justificar o desnecessário aumento, num país onde as carências e problemas sociais estão a exigir prioridades urgentes, tais como saneamento básico, tratamento de esgoto, galerias, asfalto, escolas, creches, áreas de lazer, postos de saúde, médicos, leitos e remédios nos hospitais e segurança pública. Isso tudo está fazendo falta na maioria dos municípios, mas os nossos nobres deputados estão mais preocupados com as suas reeleições, visto que os novos vereadores serão seus cabos eleitorais para o próximo e futuros pleitos eleitorais, e ainda passando para a população a ilusão de que não haverá aumento de despesa com o acréscimo de 8.043 vereadores e seus respectivos assessores.
Só se por um acaso, a referida PEC estabelecer que os novos vereadores não poderá ganhar mais que um salário mínimo! E mais: Câmaras Municipais não são cabides de emprego para candidatos menos votados.
Dorival Cury