08 de julho de 2026
Nacional

Chuvas no RS e SC desabrigam 12 mil

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Florianópolis - As chuvas intensas que voltaram a atingir o Sul do País desde anteontem já afetaram pelo menos 420 mil moradores. São pessoas que tiveram algum tipo de transtorno, como luz cortada ou danos em casa. Até ontem havia 12 mil desabrigados ou desalojados. No Rio Grande do Sul, uma pessoa morreu e duas estão desaparecidas.

As tempestades foram acompanhadas por fortes ventos, que em Santa Catarina alcançaram até 114 km/h.

Para um meteorologista e um físico, temporais com vendavais são comuns no Sul nesta época, mas o fenômeno está mais freqüente e intenso, provavelmente por influência do El Niño - aquecimento cíclico natural das águas do Pacífico.

Outro fator, segundo o coordenador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) Gustavo Escobar, é a presença, sobre o Sul do País, de massas de ar quente e úmido vindas da Amazônia. Elas provocam fortes tempestades ao se chocar com frentes frias. “É como jogar álcool em uma fogueira”, diz Escobar.

Já chega a 24 o número de cidades que decretaram situação de emergência em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul devido aos vendavais e às chuvas.

No Paraná, a chuva causou estragos em 18 municípios, deixou duas pessoas feridas e desalojou 594 pessoas.

São Paulo

A chuva forte que caiu na cidade de São Paulo ontem provocou quedas de árvores, pontos de alagamento e falta de energia em diversas regiões da cidade.

Até as 17h, o Corpo de Bombeiros registrou 43 ocorrências envolvendo árvores na cidade. Os chamados foram para retirar árvores de casas, ruas, carros e fios elétricos.

A Companhia de Engenharia de Tráfego) (CET registrou 16 quedas nos cerca de 835 quilômetros de vias monitoradas, mas, segundo a companhia, nenhuma chegou a provocar interdições ao tráfego.

Segundo a Eletropaulo (empresa energética de São Paulo), a chuva provocou falta de energia em pontos isolados, a maioria causada por quedas de árvores.

Em Campinas e região, o temporal também causou estragos na tarde de ontem. De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, Sidnei Furtado, os ventos chegaram a 73,2 quilômetros por hora por volta de 15h30. Foram registradas 39 quedas de árvores, duas delas sobre veículos. A Defesa Civil não registrou vítimas.

Coordenador do laboratório de física atmosférica da USP, o físico Paulo Artaxo afirma que a intensificação do El Niño poderá se desdobrar em uma primavera mais chuvosa neste ano. Ele diz ser precipitado relacionar o aumento de chuvas no Sul ao aquecimento global.