09 de julho de 2026
Nacional

Livre do câncer, Dilma diz estar pronta para o que der e vier

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Brasília - Com a liberação do tratamento contra um câncer, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou ontem que recuperou a energia e que está preparada para enfrentar qualquer desafio. Questionada sobre a sua candidatura à sucessão presidencial de 2010, a ministra disse que está preparada para o que “der e vier” e que vai “encarar tudo que aparecer na vida”.

“O que eu fiquei muito feliz é que eles (médico) disseram: olha você agora tem condições totais, sem nenhum cuidado diferente de qualquer outra pessoa tem que ter consigo mesmo, de exercer todas as atividade que você vinha exercendo antes. (..) É interessante, eu recuperei minha energia, está na minha cara que eu recuperei a energia. Estou pronta para o que der e vier. Eu não sei para quê, mas estou pronta para tudo. O que aparecer na minha vida vou encarar”, disse.

Em nota divulgada ontem, médicos do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, afirmaram que ela está “livre” de qualquer evidência de linfoma, um câncer nos gânglios linfáticos.

A ministra ficou emocionada ao falar da doença, agradeceu o apoio do vice-presidente José Alencar, que também luta contra um câncer no abdômen, e citou da solidariedade dos brasileiros.

“Eu quero agradecer a dedicação dos meus médicos e de todas as pessoas que fizeram orações mandaram santinhos e fizeram correntes favoráveis à minha saúde e à minha pessoa. Eu agradeço do fundo do coração. Nesse processo aprendi muito, eu aprendi principalmente a valorizar mais as coisas simples da vida e também as complexas, a dar mais valor ao ato de viver. Eu tenho exemplo de uma pessoa excepcional que é o Zé Alencar. Acho que deu exemplo a todos nós de coragem, de determinação e de força”, afirmou.

Dilma disse que vai negociar com o Ministério da Saúde para que o Sistema Único de Saúde (SUS) distribua na rede pública de todo o País o mesmo medicamento que utilizou na quimioterapia. “Eu terei a partir de agora o máximo de interesse quanto à questão de saúde pública. Inclusive estou preocupada com a questão da cobertura quimioterápica no SUS, estou fazendo uma gestão junto ao Ministério da Saúde no sentido de levar essa questão do remédio especifico para quimioterapia a todos os brasileiros que estão passando por esse tratamento”, disse.

A ministra disse que o momento mais difícil foi receber a notícia da doença. “Cada um de nós, lá no fundo, acha que nunca vai ter nada, então, quando recebe a noticia, está despreparada para ela. E aí eu tive muita sorte, que é o fato de você fazer exames, se cuidar e tentar descobrir a doença o mais cedo possível, porque ai ela é uma doença necessariamente mais fácil de tratar e na grande maioria ela e curável”, disse.

A ministra esteve no hospital na semana passada, quando se submeteu a diversos exames para avaliação de seu estado de saúde após completar o tratamento de quimioterapia e radioterapia. A avaliação foi coordenada pelos médicos Yana Novis, Paulo Hoff e Roberto Kalil Filho.

Dilma anunciou em 25 de abril a retirada de um nódulo de 2,5 centímetros da axila esquerda. Em meados de maio, ela foi internada no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com fortes dores nas pernas. Na ocasião, foi diagnosticada com miopatia, uma inflamação muscular provocada pelo tratamento contra o câncer.