08 de julho de 2026
Internacional

Míssil iraniano é capaz de atingir Israel

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Teerã - O governo do Irã anunciou ontem um segundo dia de testes com mísseis balísticos que, segundo analistas, podem alcançar 2.000 km - o suficiente para atingir Israel e as bases americanas no Golfo. O anúncio chega apenas três dias antes da rara reunião entre Teerã e seis potências (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) para um diálogo nuclear e pressão renovada, apesar da resistência iraniana, à desnuclearização do regime teocrático.

Os EUA devem enfrentar ainda a resistência da Rússia e da China, membros com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que já disseram que não aprovarão novas sanções contra o Irã.

A Guarda Revolucionária, corpo de elite do Exército iraniano, anunciou ontem o lançamento “com sucesso” de mísseis de longo alcance classe Shahab-3, capazes de alcançar alvos em um raio de entre 1.300 e 2.000 km, informou a imprensa local.

O lançamento destes projéteis, que são a estrela do programa balístico iraniano, representa o ponto culminante das manobras com mísseis realizadas pela Força Aérea da Guarda Revolucionária em diferentes partes do país.

“As Forças Armadas executaram com êxito ontem os disparos de um míssil Ghadr-1, uma versão melhorada do Shahab-3, e de um míssil Sejil de duas fases a combustível sólido”, declarou o comandante Salami ao canal iraniano em língua árabe Al Alam.

Ameaça

Pouco antes dos disparos dos mísseis, o comandante da força aérea da Guarda Revolucionária, Hosein Salami, advertiu que Teerã responderá a qualquer ameaça, especialmente contra seu programa nuclear, de forma “destrutiva” - o que indica que os exercícios podem ser um lembrete às potências do que o Irã é capaz antes de entrar na mesa de negociações.

“Diante das ameaças contra a existência, a independência, a liberdade e os valores do regime, nossa resposta será direta, firme e destrutiva”, declarou, segundo a agência Irna.

Também afirmou que Teerã fará com que seus inimigos “lamentem” as ameaças.