A utilização do Aeroporto Moussa Tobias, localizado na divisa entre Bauru e Arealva, como alternativa da descentralização de cargas do empreendimento aeroviário de Viracopos, é tema de audiência pública que será realizada hoje, no plenário do Legislativo, a partir das 14h30.
O objetivo também é o aprofundamento da Comissão de Viracopos, movimento que defende a interiorização dos investimentos aeroviários no País, com opção estratégica sendo apontada para o aeroporto baurense, com vocação para função de operação como aeroporto indústria. Para isso, a reunião pretende discutir o plano aeroviário nacional e a instalação de terminal de cargas em Bauru.
Além disso, o evento contará com a presença do Grupo Pró-Bauru (GPB), presidido por Domingos Malandrino, também diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que tem o assunto como bandeira de trabalho.
O custo do investimento para uso como terminal do aeroporto Bauru-Arealva é infinitamente inferior ao projeto que o governo federal insiste em discutir para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, ainda que naquele equipamento destinado a absorver demanda de passageiros de Cumbica (Guarulhos). O projeto de Viracopos é de R$ 6 bilhões, conforme informação do presidente da Comissão Metropolitana de Viracopos, o vereador por Indaiatuba, Bruno Ganem (PV). A comissão defende que a descentralização dos investimentos aeroviários contemple o terminal de cargas em Bauru, com aporte apenas de R$ 40 milhões, se o caso for comparado ao caso de Viracopos.
Mas, esta alternativa depende de investimentos de pelo menos R$ 40 milhões, o que inclui adequação da capacidade de carga e comprimento da pista. A extensão do piso para pousos e decolagens tem de passar, pelo menos, dos atuais 2.100 metros para 2.600 metros. A capacidade de carga tem de ser o dobro das 42 toneladas instaladas (PCM).