São Paulo - O adiamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), anunciado anteontem pelo Ministério da Educação (MEC), gerou dúvidas sobre possíveis alterações em cronogramas de diferentes vestibulares e a possível não utilização do exame para compor a nota dos candidatos, como indica a Unicamp.
Neste ano o número de inscritos foi o maior registrado nas 11 edições do exame: 4.147.527. Reformulado, o Enem será a única forma de seleção em 24 das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou anteontem que o MEC já possui uma segunda prova do Enem para substituir o exame que vazou, mas o material ainda precisa ser impresso. A expectativa é que a prova aconteça dentro de 30 a 45 dias.
Com a previsão do ministério, a prova deveria acontecer no mês de novembro, mesmo mês em que acontecem as provas do vestibular 2010 de diversas universidades. Entre elas, estão a Fuvest (1.ª fase no dia 22 de novembro), a Unesp (8 de novembro) e a Unicamp (15 de novembro).
O ministro informou que as investigações sobre o vazamento da prova do Enem devem começar no Estado de São Paulo devido à denúncia ter partido do Estado e pelo fato de a prova ter sido mantida dividida até a fase de impressão, que aconteceu na gráfica Plural, uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics, em São Paulo.
Apesar disso, o ministro destacou que todo o processo de desenvolvimento da prova será analisado. O inquérito foi aberto pela Polícia Federal (PF) na manhã de ontem.
Ainda segundo Haddad, as provas do Enem estavam no fim da fase de impressão e já eram distribuídas em algumas regiões. Toda a região Norte já estava abastecida, por exemplo, e os últimos lotes seriam distribuídos em São Paulo. São 10 mil pontos de prova em todo o Brasil.