11 de julho de 2026
Política

Simões critica falta de diretriz petista


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Candidato à presidência estadual do PT no Estado, o ex-deputado Renato Simões esteve ontem em Bauru, onde criticou a falta de uma diretriz política em São Paulo, defendeu a aproximação do partido com os movimentos sociais e uma polarização dura com os tucanos na disputa eleitoral de 2010.

“O PT tem muitos nomes, mas o principal problema é a diretriz partidária. Nunca São Paulo chegou nesta fase do ano desarmado do ponto de vista eleitoral. Falta uma diretriz política e por isso nós estamos chamando essa história do protagonismo. Com todo respeito ao presidente Lula, ele não é o único que deve opinar sobre esse assunto. O PT deve convocar sua militância para escolher o mais rapidamente possível, um nome”, afirma Simões, que pertence à esquerda socialista e deve candidatar-se a uma vaga de deputado federal.

Para o ex-deputado, o PT paulista deve assumir o protagonismo e defender suas decisões a respeito das eleições de 2010, sem ficar na sombra da tática eleitoral nacional. “Não podemos deixar que São Paulo seja uma peça no xadrez das alianças nacionais, abrindo mão da sua força, da sua pretensão de disputar o governo do Estado. A gente deveria fechar até o final do ano uma candidatura própria do PT ao governo de São Paulo, respeitando a indicação de outros partidos, que tiverem relação conosco durante o primeiro turno e, posteriormente, no segundo turno.”

Além disso, o petista que também é secretário nacional de Movimentos Populares do PT e conselheiro do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), acha que esta candidatura deva ter uma polarização dura com os tucanos em São Paulo “de modo que deva estar articulada com a oposição ao governo Serra, falando sobre os erros cometidos pelo seu governo, que são profundos, principalmente na área de segurança pública, saúde e educação”, diz.

No cenário nacional, Simões entende que a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, deva se apresentar como um avanço progressista em relação ao governo Lula, e não apenas como uma continuidade dele.